Papa encerra as Jornadas mundiais da Juventude

O Papa Bento XVI encerrou neste domingo as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) com missa ao ar libre no hipódromo de Randwick, em Sydney.

AFP |

A missa começou com cantos gregorianos em latim, segundo o novo estilo litúrgico imposto por Bento XVI.

Na homilia, voltou a um tema recorrente em suas mensagens durante a semana, os perigos do consumismo na sociedade atual e a adoração a "falsos ídolos" e a "falsas promessas".

"Estão vivendo suas vidas de maneira que abre espaço para o Espírito Santo num mundo que quer se esquecer de Deus, e até rejeitá-lo em nome de uma liberdade mal concebida?", perguntou Bento XVI aos jovens.

Destacou que é preciso uma "nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e da mesmice que insensibilizam nossas almas e envenenam nossas relações".

Também insistiu em sua condenação ao aborto: "Uma nova geração de cristãos é chamada a colaborar para criar um mundo no qual a vida, presente de Deus, seja bem-vinda, respeitada e apreciada, não rejeitada, temida como ameaça e destruída".

Segundo o Papa, "a Igreja necessita de fé, idealismo e generosidade, para que possa ser sempre jovem de espírito".

Ao finalizar a missa, o Papa deve anunciar a cidade anfitriã das JMJ de 2011, para as quais se candidataram Madri e as brasileiras Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A multidão formada por meio milhão de pessoas, segundo os organizadores, saudou o pontífice conduzido no "papamóvel". Os peregrinos aguardaram a cerimônia com uma vigília na noite de sábado.

Durante a visita de uma semana à Austrália, o Papa fez um histórico pedido de desculpas pelo mal causado pelos abusos sexuais cometidos por membros do clero australiano.

Bento XVI se disse "profundamente desolado com o sofrimento suportado pelas vítimas", destacando que os culpados devem ser "levados à justiça".

O Papa usou a expressão inglesa "I am deeply sorry" para pedir desculpas pelo escândalo que comprometeu gravemente a reputação da Igreja católica em vários países.

Bento XVI também evocou sua "vergonha" e a de toda a Igreja por esse drama, como fez nos Estados Unidos em abril.

Bento XVI partirá para Roma na manhã de segunda-feira.

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