Papa e Bush falam sobre O.Médio e Europa no Vaticano

Juan Lara Cidade do Vaticano, 13 jun (EFE) - O Vaticano quebrou hoje seu rígido protocolo para receber o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, admitido pelo pontífice nos jardins vaticanos, em vez de no Palácio Apostólico.

EFE |

Ambos discutiram as relações entre EUA e Europa e a situação no Oriente Médio.

Com esta visita de Bush, que conclui a estadia de três dias em Roma, o Vaticano quis responder à calorosa acolhida que o chefe de Estado americano deu a Bento XVI em abril durante a viagem do pontífice aos EUA.

E, para isso, deixou de lado o rígido protocolo da Santa Sé e organizou uma visita de uma hora de duração, que ocorreu em um clima descontraído. No entanto, ambos conversaram a sós durante meia hora, segundo o Vaticano.

O papa e Bush analisaram as relações entre EUA e Europa, a situação no Oriente Médio, ressaltaram o compromisso de trabalhar pela paz na Terra Santa e de defender os valores morais fundamentais.

Também falaram da globalização, da crise alimentícia, do comércio internacional e dos objetivos estabelecidos na Cúpula do Milênio da ONU de 2000 em Nova York para, em 2015, reduzir à metade a pobreza extrema e o número de pessoas que passam fome em relação aos níveis de 1990.

A audiência de hoje mostra a melhora nas relações entre EUA e Vaticano depois da forte oposição à Guerra do Iraque demonstrada pelo papa João Paulo II e pela Santa Sé.

Esta foi a terceira vez que Bush se reuniu com Bento XVI e a quinta ocasião em que pisou no Vaticano, sem contar a visita que realizou em 2001 a João Paulo II na residência de verão de Castelgandolfo.

O encontro foi realizado na Torre de São Giovanni, fortaleza que fica no interior do Vaticano, no meio aos belos e bem cuidados Jardins.

Bush chegou ao Vaticano às 10h50 (5h50, em Brasília) em meio a fortes medidas de segurança e entrou no pequeno Estado através do Arco dos Sinos, após atravessar a Praça de São Pedro.

Dezenas de carabineiros (polícia militarizada) e agentes antidistúrbios faziam a segurança da praça vaticana, da via da Conciliação, a ampla rua que une o Vaticano à Roma, e das ruas adjacentes.

A Basílica de São Pedro foi fechada aos turistas e policiais da recém-criada seção antiterrorismo do Vaticano vigiavam da cúpula do templo.

Bush estava acompanhado de sua esposa, Laura, e da embaixadora dos EUA perante a Santa Sé, a católica Mary Ann Glendon.

"Que grande honra, que honra, que honra", disse Bush, vestido de preto, ao se aproximar do pontífice.

O Bispo de Roma cumprimentou depois Laura Bush, que estava vestida de preta, e Glendon, a única que beijou o anel papal, mas que estava vestida de maneira menos formal.

Em um ambiente descontraído, o papa mostrou a Bush a fachada da Torre de São João e, enquanto estavam reunidos, o cardeal-secretário do Estado, Tarcisio Bertone, se reuniu com Laura Bush.

Após o encontro, Bento XVI mostrou ao presidente americano a vista do terraço da torre - a começar pela imponente cúpula da Basílica de São Pedro.

Posteriormente, os dois se reuniram com o séquito e o papa presenteou Bush com uma foto assinada na qual aparece junto a ele e à sua esposa.

O chefe de Estado americano agradeceu, e deu ao pontífice uma outra foto da visita do Bispo de Roma a Washington em abril passado e um álbum da viagem.

Embora ameaçasse chover, o tempo permitiu que ambos passeassem durante dez minutos a sós pelos jardins vaticanos, até onde fica uma reprodução da Gruta de Lourdes.

Já na Gruta de Lourdes, o papa, Bush e sua esposa escutaram o Coro da Capela Sistina, que cantou "Exultate Deo", de Giovanni Pierluigi da Palestrina, e o "Alma Redemptoris Mater" de Giuseppe Liberto, que também é o diretor dos mesmos. EFE jl/fh/db

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