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Papa diz que mundo vive ditadura do relativismo, que mortifica razão

Castel Gandolfo (Itália), 5 ago (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que o mundo atual vive uma espécie de ditadura do relativismo, que mortifica a razão, porque afirma que o ser humano não pode conhecer com segurança nada além do campo científico.

EFE |

O pontífice fez as declarações diante de centenas de fiéis que assistiram no pátio da residência dos papas em Castel Gandolfo, a 30 quilômetros ao sul de Roma, em sua audiência pública das quartas-feiras, a primeira após suas férias, passadas em Les Combes, no Vale de Aosta.

Bento XVI dedicou a audiência para falar sobre São João Maria Vianney, o Cura d'Ars, por ocasião do 150º aniversário de seu nascimento, completado ontem, e afirmou que o sacerdote viveu em uma França "pós-revolucionária, na qual se experimentava uma espécie de ditadura do racionalismo".

"Os desafios da sociedade atual não são menos complexos que os daquele tempo. Se então havia uma ditadura do racionalismo, agora há em muitos ambientes uma espécie de ditadura do relativismo. Ambas aparecem como respostas inapropriadas às justas perguntas do homem de usar a razão como elemento distintivo e constitutivo de sua própria identidade", afirmou.

Bento XVI acrescentou que o racionalismo se tornou inadequado, porque não levou em conta os limites humanos e quis somente elevar a razão sobre todas as coisas, "transformando-a em uma deusa".

O papa ressaltou que hoje, como ontem, o homem "faminto de razões busca constantemente respostas exaustivas às perguntas que não para de se fazer".

Como é habitual, o papa cumprimentou os presentes em vários idiomas e convidou os fiéis a acompanharem os sacerdotes com a oração, com a solidariedade espiritual e com a colaboração, durante o Ano Sacerdotal, "para que sejam fiéis a sua vocação e que aproveitem sua missão na Igreja".

A audiência foi realizada do balcão do pátio central do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e, no final, Bento XVI se dirigiu para a sacada de frente para a praça e saudou as centenas de fiéis reunidos, que não puderam entrar no pátio da residência papal por falta de espaço. EFE jl/pd

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