Papa diz que Líbano deve ser laboratório de paz no Oriente Médio

Cidade do Vaticano, 17 nov (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que o Líbano deve ser como um laboratório para encontrar soluções eficazes aos longos conflitos no Oriente Médio e fez menção à experiência de vida intercomunitária e intercultural desse país.

EFE |

O Pontífice fez esta declaração após a apresentação do novo embaixador do Líbano para a Santa Sé, Georges Chakib El Khoury, em discurso no qual mostrou o interesse pelo que acontece no Oriente Médio.

"O Líbano é o berço de uma cultura antiga que propaga a todo o Mediterrâneo e de, como muitos países vieram a demonstrar, que as religiões podem conviver juntas em irmandade e colaboração", disse.

"Esta história milenar de seu país como sua posição no coração de um complexo regional lhe confere uma missão fundamental para contribuir para a paz e a harmonia de todos".

Do mesmo modo, disse esperar que a comunidade internacional ajude a evitar que o Líbano "se transforme em um campo de confronto regional ou dos conflitos internacionais".

E lembrou os "valentes esforços dos libaneses" com a eleição do Presidente e a aprovação de uma nova lei eleitoral "que pode promover a união nacional e contribuir para uma verdadeira coexistência entre os diferentes componentes da nação".

"No entanto", acrescentou, "as tensões que, infelizmente, continuam, demonstram que é necessário avançar decididamente no caminho aberto para construir as instituições libanesas".

"Para isso, uma verdadeira educação das consciências para a paz, a reconciliação e o diálogo deve ser promovida e desenvolvida, sobretudo as gerações mais jovens", concluiu o papa. EFE cps/jp

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