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Papa diz que jovens não envelhecerão se descobrirem valores verdadeiros

Cidade do Vaticano, 18 mai (EFE).- O papa Bento XVI disse aos jovens italianos em Gênova que eles não envelhecerão se descobrirem os valores verdadeiros e grandes e praticarem a bondade.

EFE |

O pontífice fez essa declaração em um encontro com os jovens, dentro da viagem que começou neste sábado em Savona e termina hoje em Gênova, ambas na região da Ligúria, no norte da Itália.

"Digo a vocês, sempre sejam jovens. Mas eu lembro vocês que a juventude, a verdadeira, não é uma questão de anos, vigor físico, forma radiante, eficácia. Parece que a juventude deve ser sinônimo de alegria, mas não é assim", disse.

Segundo Bento XVI, "há, infelizmente, quem é jovem em anos, mas velho no interior".

"O Evangelho conta daquele jovem que encontrou Cristo e a quem não faltava nada: tinha saúde, bens e oportunidade. No entanto, aquele rapaz sentia que faltava algo; sentia que faltava a coisa mais importante; aquela 'coisa' era certamente encher a alma", explicou o papa.

O pontífice afirmou então que, "se um jovem descobre os valores verdadeiros e grandes, então ele nunca envelhece, inclusive se o corpo seguir suas leis. Permanece jovem sempre no coração e propaga juventude; ou seja, bondade".

"Sim, porque a bondade escapa ao tempo. Por esse motivo, pode-se dizer que somente quem é bom e generoso é certamente jovem", declarou.

Bento XVI declarou: "Sejam jovens, mas não à moda: as modas se queimam, como um raio, em um impulso frenético e irrefletido. A juventude, aquela da bondade, permanece para sempre".

Antes do encontro com os jovens, Bento XVI visitou o Santuário de Nossa Senhora da Guarda e, depois, o Hospital de Pediatria Giannina Gaslini, referência para Gênova e toda a região do Mediterrâneo, disse.

No hospital, Bento XVI dirigiu uma saudação à prefeita de Gênova, Marta Vincenzi, conhecida por sua defesa da lei sobre a interrupção voluntária da gravidez.

A prefeita declarou hoje à imprensa que Bento XVI não deve-se "transformar a ética em um campo de luta política".

O papa mantém uma contínua condenação ao materialismo, ao relativismo e ao laicismo, como fez ontem em uma homilia em Savona, onde disse que lutar contra essas correntes filosóficas é um dos "desafios do mundo".

Vincenzi, que se disse defensora do Estado laico, lembrou Bento XVI do Concílio Vaticano II quando lhe disse que "o comportamento ético não está estabelecido de uma vez para sempre".

No sábado em Gênova, um grupo entre mil e 3 mil pessoas se manifestou em favor da lei da interrupção da gravidez e do Estado laico e contra os privilégios da Igreja Católica através dos impostos.

Depois da visita ao hospital e do encontro com os jovens, o pontífice pediu a proibição das bombas de fragmentação por ocasião da conferência sobre esse assunto que começará amanhã em Dublin.

Em seguida, se dirigiu à Catedral de São Lourenço, onde lembrou que as autoridades religiosas devem "ajudar os pais" na educação de crianças e jovens.

"Saibam que o desafio da educação é muito urgente porque, sem uma educação autêntica, o homem não vai muito longe", declarou Bento XVI. EFE alg/wr/db

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