Papa diz que divisão da Terra Santa deve interpelar coração

Cidade do Vaticano, 17 mai (EFE).- O papa Bento XVI definiu hoje sua recente viagem à Terra Santa como um serviço para a construção da paz em um lugar que, segundo ele, transformou-se em símbolo de divisão e conflitos intermináveis que devem interpelar os corações.

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"Esta peregrinação aos lugares santos foi uma visita pastoral aos fiéis que vivem ali, um serviço à unidade dos cristãos, ao diálogo com os hebreus e os muçulmanos, e à construção da paz", disse o papa, durante a reza do Regina Coeli, que substitui o Ângelus no tempo de Páscoa.

"Essa terra é símbolo do amor de Deus por seu povo e pela humanidade inteira, e é também símbolo da liberdade e da paz que Deus quer para todos seus filhos. No entanto, a história de ontem e de hoje mostra que justamente essa terra se tornou símbolo do contrário, ou seja, de divisão e de conflitos intermináveis entre irmãos", acrescentou.

Segundo o pontífice, essa inexplicável transformação da Terra Santa deve interpelar "nosso coração", embora saibamos que um "misterioso projeto de Deus diz respeito" a esse lugar.

"Assim, a Terra Santa se transformou ela mesma em quase uma metáfora da revelação, um quinto Evangelho, como alguém a chamou, que, por sua própria história, pode ser considerada um microcosmos que resume o fatigante caminho da humanidade rumo ao reino da justiça, do amor e da paz", disse.

O pontífice, que agradeceu hoje a amparada e a colaboração oferecidas pelas diversas autoridades religiosas e políticas durante sua estadia na Terra Santa, terminou na sexta-feira passada sua viagem de oito dias pela região, que o levou à Jordânia, Israel e territórios palestinos. EFE mcs/an

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