Papa diz não estar só diante dos problemas da Igreja

O papa Bento 16 afirmou nesta segunda-feira, durante um almoço de comemoração do quinto aniversário de seu pontificado, que conta com o apoio de todos os cardeais neste momento em que a Igreja enfrenta uma série de alegações de casos de abuso sexual de crianças cometidos por sacerdotes.

BBC Brasil |


Em um pronunciamento, o pontífice citou a crise e comentou os "pecados da Igreja", mas não fez menção direta aos casos de abusos sexual.

Bento 16 afirmou que a Igreja "ferida e pecadora experimenta ainda mais a consolação de Deus", citando uma expressão usada durante o Concílio Vaticano 2º e atribuída a Santo Agostinho.

O Vaticano não divulgou o texto na íntegra do discurso realizado por Bento 16 durante a comemoração no Vaticano, que contou com a presença de 49 cardeais.

AP
Bento 16 durante almoço de confraternização

Bento 16 durante almoço de confraternização

Entretanto, de acordo com o jornal oficial da Santa Sé, o LOsservatore Romano, o pontífice disse que "neste momento sente fortemente que não está sozinho, mas que tem a seu lado todos os cardeais e com eles divide atribulações e consolações".

"Na Igreja, existem dois princípios: um pessoal e outro de comunhão. O papa tem uma responsabilidade pessoal, mas é circundado pelo Colégio Cardinalício, que é a sua companhia permanente, que o ajuda em seu trabalho. É esta proximidade especial que o pontífice sente neste momento", afirmou Bento 16.

Crise

O almoço com os cardeais foi o único compromisso do papa no dia do aniversário de seu pontificado. Cansado após voltar de uma viagem a Malta, neste final de semana, onde teve um encontro com algumas vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes, Bento 16 manteve a agenda livre nesta segunda feira.

O aniversário do pontificado de Bento 16 acontece em meio a uma crise na Igreja Católica causada pelas recentes revelações de abusos sexuais.

Bento 16 está sendo especialmente criticado pelas ações que tomou enquanto ainda era o cardeal Joseph Ratzinger. Recentemente, a imprensa internacional publicou documentos que mostrariam que ele teria ignorado denúncias contra um religioso que molestou 200 jovens e ainda teria resistido à ideia de destituir das funções sacerdotais outro padre também acusado de abuso.

O Vaticano tem tentado minimizar a crise, acusando a imprensa de exagerar o problema.

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