Por Philip Pullella CASTEL GANDOLFO, Itália (Reuters) - O papa Bento 16 disse ao primeiro-ministro Nuri al-Maliki na sexta-feira que a minoria cristã no Iraque precisa de mais proteção, mas o líder iraquiano garantiu a ele que os cristãos não estão sendo perseguidos.

Maliki se reuniu com o papa por 20 minutos na residência de verão do pontífice, no sul de Roma. Ele convidou o papa para visitar o Iraque, dizendo que a viagem ajudaria no processo de paz e reconciliação.

'Nós renovamos nosso convite à Sua Santidade para visitar o Iraque. Ele ficou feliz com o convite. Esperamos que ele nos visite assim que puder', disse Maliki a repórteres depois da visita.

'Sua visita representaria apoio aos esforços de amor e paz no Iraque', acrescentou o premiê.

O papa João Paulo 2o queria visitar o Iraque no ano 2000, mas não recebeu permissão do governo de Saddam Hussein.

Maliki disse que ele e o papa também falaram sobre a situação da minoria cristã no Iraque, e o premiê pediu aos cristãos que deixaram o país devido à invasão norte-americana de 2003 que retornassem e ajudassem a reconstruir o Iraque.

'Também pedi à sua Santidade que encorajasse os cristãos que deixaram o país a retornar e voltar a ser parte da estrutura social do Iraque', disse.

Em um comunicado, o Vaticano disse que o diálogo inter-religioso é importante para o futuro do Iraque.

A minoria cristã iraquiana tenta se manter à distância da violência entre xiitas e sunitas, que matou dezenas de milhares de iraquianos desde 2003. Mesmo assim, igrejas e clérigos critãos são alvo de grupos militantes como a Al Qaeda.

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