Papa descansa na Austrália antes da Jornada Mundial da Juventude

Mónica Garriga Sydney (Austrália), 14 jul (EFE).- O papa Bento XVI descansa, passeia e ouve música em uma residência nas Montanhas Azuis, próxima à cidade australiana de Sydney, onde nesta terça-feira começa a 23ª Jornada Mundial da Juventude, que terá sua presença a partir do dia 17, informou hoje o porta-voz do vaticano, Federico Lombardi.

EFE |

Hoje, o papa se reuniu com os organizadores do evento no centro do Opus Dei nas Montanhas Azuis, enquanto milhares de peregrinos preparavam em Sydney o início das celebrações.

Bento XVI, que chegou neste domingo à Austrália com uma mensagem para que os jovens prestem atenção na pobreza, na justiça e no meio ambiente, realizou a missa matinal na capela de Kensthurst, nas Montanhas Azuis, e depois atendeu aos visitantes.

Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude presentearam o pontífice com um gato, pois sabem que o papa é um grande admirador destes animais, para que o acompanhe nos momentos de descanso.

Lombardi comentou que o pontífice teve "um dia parecido" com os que passa no Vaticano.

"O papa é muito sistemático em sua vida, inclusive para trabalhar", acrescentou.

Bento XVI fará sua primeira manifestação pública na próxima quinta-feira em Sydney e realizará uma travessia marítima pela baía da cidade e um percurso de carro pelo centro urbano.

Aproximadamente 215 mil peregrinos, segundo a organização do evento, estão na cidade para o início amanhã da reunião de cinco dias.

Centenas de grupos com roupas similares e cuja nacionalidade era fácil de ser identificada devido às enormes bandeiras nacionais que carregavam, enchem hoje as ruas de Sydney desde as primeiras horas do dia, cantando e cumprimentando uns aos outros.

Os peregrinos assistiram, no píer situado ao lado da Casa da Ópera, a entrega da Cruz da Jornada Mundial da Juventude e de uma imagem de Nossa Senhora com a criança, além de uma vara de madeira - símbolo dos aborígines australianos -, ao bispo auxiliar de Sydney, Julian Porteous.

A vara de madeira, de 3,8 metros de altura, percorreu 70 mil quilômetros pela Austrália, parando em pequenas localidades e grandes metrópoles antes de ir para Sydney.

Enquanto os peregrinos seguiam até o parque da estação central da capital do estado de Nova Gales do Sul, o arcebispo de Sydney, George Pell, destacou em coletiva de imprensa que a visita do papa reabriu o debate sobre o futuro e a importância da Igreja Católica.

"Há uma crise no mundo ocidental. Não há nenhum país do ocidente onde nasçam crianças suficientes para manter a população estável...", disse Pell.

Pell disse que os países ocidentais, inclusive a Austrália, enfrentam uma crise demográfica, criada por forças comerciais que não respondem a nenhuma lei e por ataques à instituição do casamento e à natalidade.

A Austrália enfrenta dois desafios: "um é a tentação (da população) de crer que pode ter uma vida feliz e boa sem Deus; o segundo, envolve o conceito de sexualidade, casamento e família", disse o cardeal.

"As forças comerciais sem lei dizem aos jovens que essa é a forma (de atuar), a forma moderna, e depois não falam nada sobre as dificuldades e os danos que isso ocasiona à vida familiar", acrescentou.

Pell, como fizera na véspera Bento XVI, lembrou da "obrigação moral" de todas as pessoas de cuidar do meio ambiente e reiterou que o Santo Padre pedirá perdão às vítimas de abusos sexuais de sacerdotes.

A 23ª Jornada Mundial da Juventude começará amanhã e será concluída no domingo com uma missa e a celebração do Angelus pelo papa no hipódromo de Randwick.

Lombardi disse que esta terça-feira será um dia similar e que Bento XVI descansará até quinta, quando vai se unir ao evento. EFE mg/fh/rr

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