Papa defende unidade cristã perante líder religioso armênio

Cidade do Vaticano, 26 nov (EFE).- O catholicós (chefe) da Igreja de rito armênico de Cilicia, no Líbano, Aram I, assistiu hoje na sala Paulo XVI à audiência pública de Bento XVI, que disse que a visita do líder religioso é mais um passo rumo à plena unidade dos cristãos.

EFE |

O papa disse que a presença de Aram I é uma ocasião significativa para reforçar as relações entre as duas igrejas, "no caminho para a plena comunhão, que é o objetivo de todos os cristãos".

Bento XVI ressaltou o compromisso de Aram I no ecumenismo, que ressaltou que em um momento de "decadência dos valores morais e marginalização dos religiosos" as duas igrejas tem ligações ao realizar uma nova evangelização.

Aram I, que já foi recebido na segunda-feira passada pelo Bispo de Roma, foi à sala Paulo VI com uma delegação da igreja armênia e foi colocado em uma poltrona da mesma altura que a do papa ao lado do palanque, enquanto a do Pontífice, como é praxe, estava no centro.

Os cristãos armênios viveram em comunhão com Roma até o ano 491, quando abraçaram as teses do monofisismo, que refutava a definição ortodoxa da Igreja de que Jesus Cristo tinha duas naturezas completas, a humana e a divina.

O Concílio de Calcedonia de 451 condenou o monofisismo e definiu a dupla natureza de Cristo, humana e divina, unidas substancialmente em uma só pessoa divina. Os armênios não o reconheceram e assim nasceu a Igreja Armênia, que não pode ser chamada de ortodoxa porque é anterior a 1054, quando aconteceu o cisma do Oriente.

Bento XVI se referiu de novo, durante a audiência de hoje, à Doutrina da Justificação, um dos pontos mais controvertidos da reforma protestante, e disse que "uma fé sem caridade não seria uma verdadeira fé, seria uma fé morta".

O Bispo de Roma afirmou, perante cerca de nove mil pessoas que assistiram à audiência, que muitas vezes os cristãos caem no "equivoco" que já caracterizou a comunidade de Corinto (da época de São Paulo), que ao estar "justificada pela fé em Cristo, tudo é lícito".

Como é habitual, Bento XVI cumprimentou os presentes em diferentes idiomas. Em espanhol, pro exemplo, pediu a Deus que acabe com o "flagelo" dos seqüestros na Colômbia e pediu que se alcance "em breve" a paz nessa amada nação". EFE JL/rr

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