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Papa defende ensino religioso, pedindo ética na política

Cidade do Vaticano, 2 fev (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que a ética deve basear a política e a economia no mundo atual e acusou políticas errôneas e agressivas em numerosos países da Europa de pôr as famílias em risco, defendendo que os pais possam educar seus filhos em colégios religiosos.

EFE |

O Pontífice fez estas manifestações no discurso ao novo embaixador da Hungria na Santa Sé, Janos Balassa, que apresentou suas credenciais, e diante de quem lembrou a passagem de 20 anos da queda do Muro de Berlim, "que abriu novos horizontes de esperança" para a Europa do centro e do Leste.

O papa destacou os progressos realizados pela Hungria nestes anos e sua presença em um mundo cada vez mais globalizado, e ressaltou que "as forças que governam a política e a economia do mundo atual têm que estar adequadamente construídas sobre uma base ética, dando prioridade à dignidade, aos direitos das pessoas e ao bem comum da humanidade".

Bento XVI também se referiu à liberdade conseguida por esses países nos últimos 20 anos, assinalando que a experiência da adquirida liberdade traz às vezes consigo "o risco de que os valores cristãos e humanos, tão arraigados na história e na cultura desses povos e de todo o continente europeu, possam ser suplantados por outros".

O papa também disse que uma forma de ajudar à família é "garantindo" que os pais possam exercer "o direito fundamental" de educar seus filhos, "incluindo a opção de enviá-los a escolas religiosas, se assim desejarem". EFE jl/jp

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