Papa condena etnias e religiões como motivos de conflitos

Yaoundé, 19 mar (EFE).- O papa Bento XVI defendeu hoje a reconciliação dos diferentes povos e afirmou que nenhuma diferença étnica, cultural, de raça, sexo ou religião deve se transformar em um motivo de disputa.

EFE |

O pontífice deu tais declarações em discurso na Nunciatura de Yaoundé aos membros do Conselho Especial para a África do Sínodo de Bispos, seu último ato antes de deixar Camarões amanhã com destino a Angola, segunda etapa de sua primeira viagem oficial ao continente africano.

Poucas horas depois de entregar às Conferências Episcopais africanas o "Instrumentum laboris" (documento de trabalho) do II Sínodo para a África, que acontecerá em outubro no Vaticano, o papa se reuniu com o Conselho, em encontro qualificado de "início simbólico do sínodo do continente negro".

O tema do evento é "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz" e o papa manifestou aos 12 membros do conselho sinodal que a Igreja deve anunciar essa reconciliação à sociedade atual, "que conhece, infelizmente, conflitos, violências, guerras e ódio em muitos lugares".

"Vosso continente foi e é ainda cenário de graves tragédias, que convocam a uma verdadeira reconciliação entre os povos, as etnias e os homens", ressaltou Bento XVI em menção à África.

O pontífice acrescentou que, diante desses conflitos locais, regionais, massacres e genocídios que castigam o continente, os cristãos devem perguntar se, sendo verdade que todos pertencem à mesma família e compartilham a mesma vida, "não deveria nunca mais haver ódio, injustiça e guerra entre irmãos".

Bento XVI ressaltou que a Igreja na África realizou uma opção preferencial pelos pobres e considera que a desumanização e a opressão que afligem os povos africanos "não são irreversíveis, ao contrário, põem cada um frente ao desafio da conversão, da santidade e da integridade".

O papa deixa Camarões amanhã às 6h30 (horário de Brasília) rumo a Luanda, capital de Angola, onde lembrará o 500º aniversário da evangelização do país, o primeiro local do sul da África a receber missionários católicos. EFE JL/bba/mh

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