Papa chega a Israel, defende a paz e condena o antissemitismo

O Papa Bento XVI desembarcou nesta segunda-feira em Israel, como parte de sua primeira viagem à Terra Santa, e já na chegada deu o tom da visita: defendeu a paz entre israelenses e palestinos e condenou o antissemitismo.

AFP |

O Sumo Pontífice desembarcou às 11H00 (5H00 de Brasília) no aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv, procedente da Jordânia, para a etapa mais complexa de sua viagem, depois da polêmica provocada pelo perdão concedido a um bispo que nega o holocausto.

Bento XVI condenou o que chamou de "repugnante antissemitismo", considerado inaceitável no discurso que fez ainda no aeroporto.

"Infelizmente o antissemitismo continua levantando sua repugnante cabeça em muitas partes do mundo, isto é totalmente inaceitável", afirmou o Papa diante das autoridades israelenses, incluindo o presidente Shimon Peres.

"Devemos concentrar esforços para combater o antissemistismo em qualquer lugar que se encontre", completou.

O Papa defendeu ainda a paz entre israelenses e palestinos.

"A esperança de muitos homens, mulheres e crianças por um futuro mais seguro e mais estável depende do êxito de negociações de paz entre entre israelenses e palestinos", declarou.

"Junto com todos os homens de boa vontade, suplico a todos aqueles com alguma responsabilidade que explorem toda via possível para buscar uma solução justa às enormes dificuldades, para que os dois povos possam viver em paz em uma pátria própria, dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas".

O Pontífice pronunciou 13 vezes a palavra paz no discurso.

Depois de passar pela Jordânia, Bento XVI visita Israel por cinco dias, em uma viagem que também o levará ao território palestino da Cisjordânia.

kv/fp

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