SÃO PAULO - O papa Bento 16 chegou às 11h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira, dia em que completa 81 anos, à Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. Uma salva com 21 tiros, uma recepção para mais de 9 mil pessoas e uma apresentação da soprano Kathleen Battle são alguns dos dos destaques da suntuosa recepção que a Casa Branca destina ao papa. É a maior recepção já destinada a um chefe de Estado pelo presidente George W. Bush em todo o seu mandato.

A multidão aguardada para o evento superará à daquela que, até então, havia sido a maior recepção já realizada no mandato de Bush, a destinada à rainha Elizabeth 2ª, no ano passado, quando a Casa Branca abrigou 7 mil pessoas.

A deferência demonstrada por Bush ao sumo-pontífice já teve início na chegada de Bento 16 , na terça-feira.

O líder americano foi pessoalmente à base militar Andrews, em Maryland, o Estado vizinho à capital americana, recepcioná-lo, prática que ele nunca reservou a nenhum outro dignatário internacional em seu mandato.

AFP

FJAF

O presidente dos Estados Unidos e o papa compartilham de uma série de ideais, entres eles a condenação ao aborto, às pesquisas com células-tronco e à defesa da abstinência como forma de combate à Aids.

Em uma recente entrevista, Bush frisou que ele e o papa ''acreditam que existe o certo e um errado na vida e que o relativismo moral tem o perigo de minar a capacidade de termos socieades mais eperançosas e livres''.

Mas Bento 16 e Bush divergem em tópicos como o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, a pena de morte e a Guerra do Iraque.

Em 2004, os eleitores católicos ajudaram a reconduzir Bush à Casa Branca, tendo optado por ele, em detrimento ao rival democrata, John Kerry, que é católico.

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