Papa celebra missa para 200 mil fiéis no santuário de Lourdes

O papa Bento 16 celebrou neste domingo uma missa ao ar livre para mais de 200 mil pessoas na cidade francesa de Lourdes, próxima dos montes Pirineus e local de um dos mais simbólicos santuários da Igreja Católica. Em palavras dedicadas à juventude, Bento 16 afirmou que a força do amor é mais poderosa que a força do mal que ameaça a humanidade.

BBC Brasil |

"No mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte do que as nossas debilidades e os nossos pecados. A potência do amor è mais forte do que o mal que nos ameaça", disse.

O papa parecia arrebatado pelas manifestações entusiasmadas de boas-vindas dos fiéis. Muitos passaram a noite no local para garantir um espaço na celebração.

Telões e sistemas de som levaram a palavra do pontífice para aqueles que ficaram mais longe do palco armado especialmente para a ocasião. Quase 4 mil policiais e seguranças observaram o evento.

Foi a primeira visita de Bento 16 à Gruta das Aparições, onde, há 150 anos, os católicos acreditam que a adolescente Bernardette teve inúmeras visões da Virgem Maria.

A visita do papa marca o 150º aniversário daqueles fatos extraordinários, que fizeram da pequena cidade na fronteira com a Espanha um dos mais visitados locais de peregrinação de católicos.

Missa em Paris
No sábado, outras 250 mil pessoas participaram da missa ao ar livre celebrada por Bento 16 em Paris.

O papa disse à multidão que estava muito feliz com sua visita à França e, em seu sermão, condenou o que ele chamou de paixão pagã pelo poder, bens e dinheiro.

"Nosso mundo moderno não criou seus próprios ídolos? Não imitou, talvez de forma não intencional, os pagãos da Antigüidade, desviando o homem de seu verdadeiro fim, da alegria de viver eternamente com Deus...", afirmou.

Bento 16 foi recebido pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, a quem o papa elogiou por promover o papel da religião na sociedade.

A França tem uma legislação severa, de 1905, que protege a separação da Igreja e do Estado, mas Sarkozy apoiou os esforços para suavizar a lei de secularismo.

Antes da visita de Bento 16, um jornal francês divulgou uma pesquisa que mostrava que mais da metade dos entrevistados tinha uma visão positiva do papa.

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