Papa benze os santos óleos para os funerais das vítimas do terremoto

O Papa Bento XVI benzeu nesta Quinta-Feira Santa, de acordo com a tradição, os santos óleos, entre eles os que serão usados amanhã, sexta-feira, durante os funerais das vítimas do terremoto que devastou o centro da Itália e deixou pelo menos 278 mortos.

AFP |

Os santos óleos, benzidos apenas neste dia são utilizados durante todo o ano em diversas ocasiões, principalmente para o sacramento dos enfermos, a extrema-unção, e foram enviados por Bento XVI a L'Aquila, no centro da região sinistrada.

"Quero enviar a nosso irmão, monsenhor Giuseppe Molinari (arcebispo de L'Aquila) (...), os santos óleos em sinal de profunda comunhão e proximidade espiritual", declarou o Papa ao final da cerimônia.

"Possam os fiéis acompanhar o tempo do renascimento, da reconstrução, cuidando dos doentes e transmitindo esperança", acrescentou Bento XVI.

A cerimônia marca o início das celebrações da Páscoa que serão encerradas domingo com missa solene na Praça São Pedro e a tradicional bênção "urbi et orbi" ("à cidade e ao mundo").

Durante a celebração da manhã desta quinta-feira, a "missa crismal", o Papa denunciou "caricaturas de uma humildade errônea e de uma submissão errônea" assim como o "orgulho destruidor da presunção que desintegram as comunidades e que levam à violência".

"Sabemos nós aprender com Cristo a verdadeira humildade que corresponde à vontade de nosso ser, e a obediência que se submete à verdade, à vontade de Deus?", perguntou-se.

A Páscoa é a mais importante festa do cristianismo e celebra a morte na cruz e a ressurreição de Cristo, filho de Deus que desceu entre nós, segundo a tradição católica. O tema de celebração deste ano é tirada de uma frase do evangelho de São João: "eu vos amo até o fim", explicou o mestre das celebrações litúrgicas Guido Marini ao jornal L'Osservatore romano.

A Quinta-Feira Santa comemora, nas religiões cristãs, a última ceia de Cristo com seus discípulos, antes de sua prisão e morte.

O chefe da Igreja católica deve também celebrar, à noite, na basílica romana de São João de Latrão, a missa que lembra a última ceia de Cristo, durante a qual haverá a cerimônia do lava-pés, simbolizando o gesto de humildade de Cristo para com a humanidade.

Nesta sexta-feira, Bento XVI presidirá a tradicional via-crúcis, no Coliseu, para recordar o percurso feito por Jesus antes da morte.

As meditações da via-crúcis foram escritas pelo arcebispo indiano Thomas Menamparampil e vão abordar temas como a violência e a perseguição.

As honras fúnebres às vítimas do terremoto acontecerão simbolicamente no dia mais Santo da Igreja, na sexta, presididas pelo número dois do Vaticano, Monsenhor Tarcisio Bertone, em L'Aquila.

Na noite de sábado, Bento XVI estará novamente na basílica de São Pedro para a vigília pascal, antes da missa de Páscoa seguida da bênção "urbi et orbi" em todas as línguas na praça São Pedro.

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