Papa Bento 16 celebra Vigília Pascal no Vaticano

Celebrada na noite de Sábado de Aleluia, a Vigília Pascal é um dos rituais mais antigos da igreja

EFE |

O papa Bento 16 celebrou na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a Vigília Pascal, durante a qual administrou os sacramentos do Batismo, a Confirmação e a Primeira Comunhão a seis adultos procedentes de Peru, China, Rússia, Suíça, Albânia e Cingapura.

AFP
Papa Bento XVI segura vela durante o ritual da Vigília Pascal
A Vigília Pascal é um dos ritos mais antigos da liturgia e se celebra na noite do Sábado de Aleluia, que Santo Agostinho chamou de "mãe de todas as vigílias", em alusão à espera da Ressurreição do Filho de Deus.

A cerimônia começou no átrio da basílica, onde Bento 16 abençoou o fogo novo e acendeu o Círio Pascal, símbolo de Cristo. Depois, começou a procissão rumo ao altar, em meio a uma total escuridão e um silêncio no templo, que aos poucos foi iluminado pelas velas das milhares de pessoas que lotam a basílica, acesas com a chama procedente do Círio Pascoal.

Durante a celebração, o papa declarou que, se o homem fosse somente um produto casual da evolução, "sua vida não faria sentido ou seria, inclusive, uma moléstia da natureza". O pontífice, de 84 anos, questionou se a irracionalidade, a falta de liberdade e a casualidade são o princípio de tudo ou se esse princípio é a razão, a liberdade e o amor. Depois, ressaltou que a verdadeira é a segunda opção.

O pontífice rejeitou a versão de que no universo em expansão "se formou por acaso uma espécie de ser vivente capaz de raciocinar".

"Se o homem fosse somente um produto casual da evolução em algum lugar à margem do universo, sua vida estaria privada de sentido ou seria, inclusive, uma moléstia da natureza. Mas não é assim: a Razão estava no princípio, a Razão criadora, divina".

O papa afirmou que, embora se possa fazer um uso inadequado da liberdade, a criação como tal continua sendo boa, pois em sua origem está o amor de Deus.

"Por isso podemos e devemos colocar-nos de parte da razão, da liberdade e do amor; de parte de Deus, que nos ama tanto e que sofreu por nós, para que de sua morte surgisse uma vida nova, definitiva, saudável."

Bento 16 ressaltou que "a Igreja não é uma associação qualquer que se ocupa das necessidades religiosas dos homens, mas que conduz o homem ao encontro com Deus".

Durante a celebração, o papa gravou, com uma punção uma cruz, as letras do alfabeto grego alfa (primeira) e ômega (última) e o número 2011 no Círio Pascal.

Ao mesmo tempo pronunciou em latim: "Cristo ontem e hoje, princípio e fim, alfa e ômega. A Ele pertence o tempo e os séculos, a Ele a glória e o poder por muitos e muitos séculos".

Quando a procissão chegou ao altar, todas as luzes se acenderam e um diácono começou o canto do Exultet.

Bento 16 presidirá no domingo na Praça de São Pedro a missa do Domingo da Ressurreição. Em seguida, lerá a Mensagem Pascal e pronunciará a bênção "Urbi et Orbi" em dezenas de idiomas.

O local já foi adornado com 41,4 mil flores procedentes da Holanda.

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