O Papa Bento XVI afirmou que o problema da Aids não pode ser resolvido com a distribuição de preservativos, em uma declaração à imprensa no avião que o leva a Iaundê (Camarões), onde iniciará sua primeira visita ao continente africano.

"A Aids é uma tragédia que não pode ser resolvida apenas com dinheiro, que não pode ser resolvida com a distribuição de preservativos, que inclusive agrava os problemas", disse o Papa.

O Sumo Pontífice afirmou ainda que a solução passa por um "despertar espiritual e humano" e pela "amizade com os que sofrem".

Bento XVI deixou Roma nesta terça-feira para uma viagem de uma semana a África, que o levará a Camarões e Angola.

A Aids tem um impacto devastador na África, particularmente no sul do continente, onde países como Botsuana, Suazilândia e África do Sul são os mais afetados do mundo.

Além disso, Bento XVI aproveitou o encontro com a imprensa para negar a 'solidão', como destacaram jornais italianos, depois da polêmica decisão de suspender a excomunhão de um bispo integrista que nega o extermínio dos judeus pelos nazistas.

"Na realidade, este mito da solidão me dá vontade de sorrir. Todos os dias me reúno com muitas pessoas. Estou cercado de amigos. A solidão não existe, não me sinto só de nenhum modo", disse o Papa.

A declaração foi a resposta do pontífice à imprensa italiana, que destacou a 'solidão' de Bento XVI depois da suspensão da excomunhão do bispo britânico Richard Williamson, que nega o Holocausto, e de outros três bispos integristas.

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