Papa adverte para consumo insaciável e exaltação à violência

Sydney (Austrália), 17 jul (EFE).- O papa Bento XVI advertiu hoje os jovens católicos de todo o mundo para a degradação do planeta, por causa de um consumo insaciável e da exaltação à violência e à degradação sexual, freqüentemente apresentadas como um entretenimento pela televisão e a internet.

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Os comentários de Bento XVI aconteceram durante seu primeiro pronunciamento na Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Sydney, na Austrália.

O pontífice comentou ainda sobre o meio ambiente, como já havia anunciado quando viajava à Austrália, no último fim de semana.

"Estamos descobrindo que há cicatrizes que marcam a nossa terra, como a erosão, o desmatamento, a apropriação dos recursos minerais e dos oceanos para servir de combustível ao consumo insaciável", afirmou.

"Alguns de vocês vieram de terras onde a existência está ameaçada por causa da alta do nível das águas; outros vieram de nações que sofrem os efeitos de devastadoras secas (...) a maravilhosa criação de Deus se sente às vezes como algo hostil e até mesmo perigoso por causa de seus administradores", disse o papa.

Bento XVI afirmou ainda que esta degradação acontece não só no planeta, mas também no ser humano, "através do álcool, das drogas e da exaltação à violência e à degradação sexual, freqüentemente apresentadas como um entretenimento na televisão e na internet".

"Pergunto a mim mesmo se é possível alguém se encontrar com uma vítima de abusos sexuais e explicar-lhe que essas tragédias, no mundo virtual, são consideradas um mero 'entretenimento'", manifestou.

O pontífice assinalou que existe "algo sinistro que nasce do fato de que a liberdade e a tolerância estão separadas freqüentemente da verdade".

"Isto é alimentado pela noção, amplamente sustentada atualmente, de que não existe uma verdade absoluta que guie nossas vidas", explicou o papa, que afirmou que "as experiências que distanciam do que é bom e da verdade podem levar não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral e intelectual".

Bento XVI também incluiu em seu pronunciamento as posições tradicionais da Igreja Católica sobre a oposição à interrupção voluntária da gravidez.

"Como pode ter se transformado em um lugar de violência o lugar humano mais maravilhoso e sagrado, o ventre da mulher?", questionou.

EFE alg/mh

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