Papa aceita renúncia de bispo irlandês envolvido em caso de pedofilia

O bispo irlandês John Magee, que teve a renúcia aceita pelo Papa Bento XVI, implorou nesta quarta-feira o perdão de todas as pessoas que foram vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero da diocese de Cloyne (sul da Irlanda).

AFP |

"Antes de ir, quero oferecer novamente minhas mais sinceras desculpas a qualquer pessoa que tenha sofrido abusos por parte de qualquer sacerdote da diocese de Cloyne enquanto fui obispo ou em qualquer outro momento", afirma Magee em um comunicado.

AP
Bispo John Magee

Bispo John Magee

"Aos que decepcionei de alguma maneira, ou aos que qualquer omissão minha tenha feito sofrer, imploro seu perdão", completou.

O comunicado foi divulgado depois que o Vaticano anunciou que Bento XVI aceitou a renúncia de Magee, apresentada em 9 de março.

"O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Cloyne apresentada pelo monsenhor John Magee, de acordo com o artigo 401, parágrafo dois, do código de direito canônico", afirma uma nota oficial.

O artigo em questão trata das demissões apresentadas por "razões graves", não especificadas, e outras vinculadas à idade, de 75 anos.

O monsenhor Magee, de 73 anos, que foi secretário particular dos papas Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, esteve envolvido em um escândalo de abusos sexuais contra crianças na Irlanda, de acordo com um relatório elaborado em 2008 pelas autoridades eclesiásticas irlandesas.

O informe, que aborda, entre outros, os casos de dois padres de Cloyne acusados de abusos sexuais contra crianças, considera que as medidas de proteção dos joves eram "ineficazes e em alguns aspectos perigosas".

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