Papa abordará com Bush problema da imigração e pedirá ajuda à América Latina

Avião papal, 15 abr (EFE).- O papa Bento XVI afirmou hoje no avião rumo aos Estados Unidos que falará com o presidente americano, George W.

EFE |

Bush, sobre a imigração, e pedirá que seu país ajude no desenvolvimento e crescimento da América Latina.

Bento XVI disse aos jornalistas que, na última visita dos bispos das América Central e da América do Sul, soube do grande problema da imigração existente nesses países.

O pontífice destacou, principalmente, o "drama da separação" familiar representado pela imigração, e afirmou que são necessárias soluções a longo prazo para o desenvolvimento social.

Acrescentou que falará com Bush sobre a necessidade de que os Estados Unidos ajudem os países da América Latina para que cresçam e se desenvolvam.

O Papa insistiu na necessidade de tomar medidas a curto prazo para ajudar as famílias destruídas pela emigração, para que os emigrantes possam ter, pelo menos, uma vida digna.

Bento XVI disse que nos Estados Unidos existe uma grande hospitalidade em relação ao imigrante, e que a Conferência Episcopal dos Estados Unidos está colaborando com os bispos da América Latina para dar apoio aos imigrantes.

"Nos Estados Unidos, há muita humanidade e muitas ações positivas", acrescentou o papa.

O pontífice se mostrou "atraído" pelo conceito positivo de laicidade nos Estados Unidos e estimou que os cidadãos quiseram criar um Estado laico e secular, mas que dá a todos a possibilidade de expressar e ter sua própria religião.

Definiu os Estados Unidos como "um Estado laico que pode viver livremente o amor pela religião", mas, no entanto, advertiu que chegou também no país o "ataque da secularização".

Sobre sua visita às Nações Unidas, o pontífice ressaltou a necessidade de que essa organização defenda que os direitos principais do homem não sejam negociáveis.

O papa concluiu afirmando que está feliz por retornar aos Estados Unidos, um país que conhece muito bem, e destacou "a grande vivacidade da Igreja" no país, assim como seu entusiasmo em ir à Assembléia Geral das Nações Unidas. EFE ccg/an

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