Pandemia da gripe H1N1 se espalha muito rápido para contar--OMS

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quinta-feira que a pandemia de gripe H1N1 é a pandemia mais rápida da história e que seria inútil contabilizar todos os casos.

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A agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou a existência de uma pandemia de influenza em 11 de junho, reformulou suas exigências de modo que as autoridades nacionais de saúde precisam reportar apenas surtos de casos graves ou mortes causadas pelo novo vírus ou padrões clínicos incomuns.

"A pandemia de influenza de 2009 se propagou internacionalmente a uma velocidade sem precedentes. Nas pandemias anteriores, os vírus influenza necessitavam mais de seis meses para se disseminar tão amplamente como o novo vírus H1N1 se disseminou em menos de seis semanas", disse a OMS em um comunicado sobre a nova cepa da doença conhecida também como gripe suína.

Tornou-se praticamente impossível para as autoridades sanitárias e os laboratórios manterem a conta dos casos individuais - que tem sido brandos, em sua maioria - à medida que o vírus se propaga, de acordo com a agência, que tem 193 Estados membros.

A nova cepa de gripe pode ser tratada com antivirais como o Tamiflu, da Roche Holding, ou o Relenza, da GlaxoSmithKline, mas muitos pacientes recuperam-se sem nenhum tratamento médico.

Especialistas em gripe dizem que ao menos um milhão de pessoas estão infectadas apenas nos Estados Unidos e a OMS afirma que a pandemia é impossível de ser contida.

"No geral se concorda que tentar registrar e relatar todo e qualquer caso é uma enorme perda de recursos", disse o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

Esse rastreamento tem limitado a capacidade das autoridades para investigar os casos graves e já não é mais essencial monitorar o nível ou a natureza do risco apresentado pelo vírus, disse a OMS.

No entanto, todos os países devem monitorar atentamente surtos pouco comuns de infecções graves ou fatais do vírus pandêmico, surtos de doença respiratória que exigem internação ou padrões clínicos não explicados ou fora do comum.

"Os sinais para se estar atento incluem aumento nas taxas de absenteísmo nas escolas ou locais de trabalho ou padrão de doença mais grave, como sugerido, por exemplo, por um crescimento nas visitas ao pronto-socorro", disse o comunicado.

A Grã-Bretanha divulgou na quinta-feira que até agora 29 pessoas morreram no país após contrair o vírus. O ministro da Saúde Andy Burnham disse que este mês o governo prevê que haverá mais de 100 mil novos casos por dia da gripe no país até o fim de agosto.

A OMS não vai mais divulgar quadros globais com os números dos casos confirmados em todos os países - que estavam em 94.512 casos, com 429 mortes, na última atualização em 6 de julho.

Em vez disso, vai divulgar atualizações regulares sobre a situação nos países recém-afetados, que deverão reportar os primeiros casos confirmados, os números semanais e detalhes epidemiológicos.

A OMS não divulga dados dos casos de influenza sazonal, que, segundo a agência, está associada à morte de 250 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo.

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