Panamá vota para presidente; milionário é favorito

Por Mica Rosenberg e Sean Mattson SAN MIGUELITO, Panamá (Reuters) - Os panamenhos votaram neste domingo para eleger um novo presidente, tendo o milionário Ricardo Martinelli como favorito nas pesquisas.

Reuters |

As seções eleitorais abriram às 7h (9h de Brasília) e fecharam às 18h para receber os votos dos 2,2 milhões de eleitores.

O tribunal eleitoral do país informou que os primeiros resultados poderiam estar disponíveis por volta das 20h (22h em Brasília).

Empresário do setor de supermercados, Martinelli conta com o apoio da população de baixa renda, a quem prometeu criar empregos e controlar a inflação.

Ele tem ganhado terreno sobre a esquerdista Balbina Herrera, candidata do governante Partido Revolucionário Democrático (PRD), em um momento em que o governo luta para conter os efeitos da crise global.

O vencedor das eleições sucederá o moderado Martín Torrijos, sob cujo governo o país alcançou taxas de crescimento de até dois dígitos, apoiado principalmente na exploração do Canal do Panamá.

A crise financeira fará com que o Panamá cresça apenas cerca de 3 por cento este ano, segundo analistas, por conta do esfriamento do comércio mundial e também por uma menor demanda do setor de construção, outrora pujante.

Martinelli, um filho de imigrantes italianos de 57 anos educado nos Estados Unidos, prometeu aumentar o gasto público construindo um trem subterrâneo na Cidade do Panamá e apoiando a habitação popular para estimular a construção civil.

O empresário tem dito, ainda, que pretende criar um imposto único, com alíquota de 10 a 20 por cento, para atrair investidores estrangeiros que demandam um sistema fiscal mais claro.

Herrera tem um passado de enfrentamento com Washington. Ela liderou protestos contra o ex-presidente George H.W.Bush, que visitou o país após uma invasão dos Estados Unidos em 1989 para derrubar o general Manuel Noriega, um ditador hoje preso nos Estados Unidos por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Herrera tem tentado minimizar laços antigos com Noriega, que já disse ter se escondido na casa da política durante a invasão.

Ambos os candidatos querem finalizar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, parado no Congresso norte-americano por preocupações relacionadas aos direitos trabalhistas panamenhos e à evasão fiscal.

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