Palin se mistura a líderes estrangeiros em Nova York

Por Ellen Wulfhorst NOVA YORK (Reuters) - A candidata republicana a vice-presidente dos Estados Unidos, Sarah Palin, reuniu-se na quarta-feira com líderes de países estratégicos, como parte de uma campanha cuidadosamente coreografada para acostumá-la com a política internacional sem que ela seja exposta à imprensa.

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Só foi possível obter rápidas imagens dos encontros da candidata com os líderes de Geórgia, Ucrânia, Iraque e Paquistão, que estão em Nova York para a Assembléia Geral das Nações Unidas.

Palin, governadora em primeiro mandato do Alasca, vem sendo criticada por sua inexperiência em questões diplomáticas. Ela não respondeu às perguntas da imprensa.

"Há muito para fazer aqui, não é? Muita coisa para ver", foi possível ouvi-la dizer a líderes iraquianos enquanto se acomodava numa poltrona de um hotel em Nova York.

"Também tenho muito o que fazer no meu país", respondeu a primeira-dama iraquiana, Hero Ahmed.

O diálogo pareceu mais amistoso no encontro de Palin com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que a recebeu com um enorme sorriso, a chamou de "linda" e disse entender por que tantos norte-americanos "estão loucos por você".

A jornalistas, Palin disse apenas que o dia estava "indo muito bem". "As reuniões são muito informativas e úteis. Muita gente boa compartilha de um apreço pelos Estados Unidos."

Na terça-feira, ela havia se reunido com os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e Colômbia, Álvaro Uribe. Até então, ela nunca havia conhecido um mandatário estrangeiro. Assessores dizem que seu primeiro passaporte foi tirado só em 2006.

No próximo dia 2, Palin enfrenta num debate o veterano Joe Biden, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que é candidato a vice-presidente pelo Partido Democrata.

Para evitar que a inexperiência de Palin seja posta à prova, desde sua indicação, no começo do mês ela não deu entrevistas coletivas e falou com apenas três redes de TV --uma dessas entrevistas, gravada na quarta-feira, irá ao ar à noite pela CBS.

Nos encontros de quarta-feira com os presidentes Viktor Yushchenko (Ucrânia) e Mikheil Saakashvili (Geórgia), Palin contou com a companhia do candidato a presidente, John McCain. Ela se sentou entre os dois dirigentes europeus e pareceu ouvir atentamente ao que diziam.

Questionada por um repórter sobre o que havia aprendido nesses dois dias, ela se voltou para McCain e não respondeu. Assessores expulsaram a imprensa da sala.

Os jornalistas tampouco tiveram acesso a uma reunião da dupla McCain-Palin com o roqueiro irlandês Bono, do U2, ativista de causas africanas.

(Reportagem adicional Steve Holland)

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