Palin escapa ilesa de debate com Biden

A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, resistiu bem ao primeiro e único debate contra o vice da chapa democrata, Joe Biden, na noite desta quinta-feira, em Saint Louis (Missouri).

AFP |

A economia, principal preocupação do eleitor americano, abriu o debate entre a governadora do Alasca e o experiente senador, com os dois evitando um confronto aberto e centrando seu fogo nos candidatos à presidência, Barack Obama e John McCain.

Palin apresentou McCain como um reformador, enquanto Biden bateu na administração do presidente George W. Bush, afirmando que os Estados Unidos sofrem "a pior crise econômica que já conhecemos".

A governadora defendeu McCain destacando que o Senador denunciou há tempos o descontrole em Wall Street e o risco que representava a questão hipotecária, e Biden lembrou que Obama enviou uma carta ao Tesouro americano para advertir sobre os mesmos temas.

Palin se mostrou segura e simpática, sorriu muito e citou situações do dia a dia, com apelo popular, enquanto Biden foi mais reservado.

Na questão internacional, o forte do senador democrata, a governadora republicana acusou Barack Obama de agitar "uma bandeira branca" no Iraque com seu plano de retirada das tropas americanas.

"O plano de vocês é agitar uma bandeira branca de derrota no Iraque", disse Palin sobre Obama, após críticas de Biden à posição de John McCain.

"Nós precisamos vencer no Iraque", destacou Palin, estimando que "cada vez mais nos aproximamos da vitória".

Biden rebateu destacando que se o democrata Barack Obama vencer a eleição de 4 de novembro, "vamos acabar com a guerra" no Iraque, mas se McCain ganhar, "não haverá uma perspectiva" para o fim do conflito.

Palin voltou à carga ao criticar a disposição de Barack Obama de discutir diretamente com ditadores como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad e o norte-coreano Kim Jong-Il, chamando o candidato democrata de ingênuo ou desinformado.

Um candidato à presidência que se dispõe a negociar com "ditadores perigosos", como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il, é "ingênuo" ou comete um "erro de julgamento", disse Palin.

Esta posição de Obama "é perigosa", destacou a governadora, afirmando que ela e McCain "não vão se reunir com líderes como Ahmadinejad, que tentam adquirir uma arma atômica e apagar da face da Terra um aliado como Israel, sem condições prévias".

"A diplomacia é um trabalho duro, para gente séria e com objetivos claros", disse Palin para Biden, um senador com vasta experiência em política externa e líder da poderosa comissão de Relações Exteriores do Senado.

cha/LR

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