A candidata republicana à vice-presidência dos EUA, Sarah Palin, recebeu, nesta quinta-feira, elogios da imprensa americana por sua performance ontem à noite e, agora, os comentaristas afirmam que ela não pode mais ser considerada uma amadora.

Os republicanos podem ter encontrado sua Margaret Thatcher, enalteceu o conservador "Wall Street Journal", enquanto que o "New York Post" classificou a governadora do Alasca como combativa, estimulando-a: "vá em frente, garota".

"Vinte anos após a saída de Ronald Reagan, os republicanos, que lamentaram por tanto tempo, podem ter encontrado uma futura Margaret Thatcher", exagerou o "Wall Street Journal".

"Se John McCain ganhar, os conservadores podem descobrir que uma das realizações mais duráveis de seu mandato terá sido o que ele fez antes de começar: ajudar a guarnecer as filas dos futuros talentos do Partido Republicano com uma personagem tão fascinante e cheia de vivacidade", escreveu o jornal financeiro.

"Sarah Palin saiu da sombra na quarta à noite, e, que bom, ela parecia renovada", comentou o "New York Times" de hoje, que dizia na primeira página: "Sob os holofotes, Palin eletrizou a convenção".

Com a manchete "Ela chutou! Ela marcou!", o "Washington Post" considerou o discurso feito pela vice de McCain um evento político bem-sucedido, ainda que tenha faltado eloqüência.

"Se os republicanos ganharem a eleição presidencial de novembro, será possível dizer que eles a ganharam na última noite - a noite em que a escolha brilhante, mas criticada, da vice de John McCain passou do risível para o status de estrela nacional", completou o jornal.

"Para aqueles presentes na convenção e, provavelmente, para as milhões de pessoas que a viram pela TV, ela pareceu sincera e realista, uma 'mamãe que acompanha suas crianças no hóquei', como ela mesma se descreve, cuja segurança e bravura (...) foram bastante convincentes".

Ainda de acordo com o jornal, Palin, que recebeu várias críticas por sua inexperiência e pela gravidez da filha caçula, "revelou-se na grande arena; é isso que conta em política. Ninguém pôde ouvir seu discurso e continuar a considerá-la como uma marionete, pouco importa que sua experiência e suas qualificações pareçam superficiais".

Sarah Palin atingiu vários objetivos com seu discurso, insistiu o "Wall Street Journal". Ela se apresentou aos eleitores americanos de maneira convincente, vendeu McCain como um herói sincero, transformou as críticas contra ela em críticas contra as cidades pequenas e "alfinetou Obama com entusiasmo, mas sem maldade", defendeu o editorial.

"A América acaba de saber o motivo pelo qual Palin tem um índice de popularidade tão alto como governadora, nos Estados Unidos", acrescentou o WSJ.

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