Palin cometeu abuso de poder, diz investigação

A candidata à vice-presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Sarah Palin, cometeu abuso de poder como governadora do Alasca, segundo um relatório divulgado pelo legislativo do Estado nesta sexta-feira. Palin, que é vice na chapa do senador John McCain, é acusada de demitir o comissário de segurança pública do Estado, Walter Monegan, em julho, por ele ter se recusado a demitir o policial Mike Wooton, que se divorciou da irmã da governadora. O divórcio envolveu uma disputa sobre a custódia de um filho do casal.

BBC Brasil |


Palin nega as acusações, que seus correligionários classificam como eleitoreiras. Ela alega ter demitido Walter Monegan por causa de uma discussão sobre orçamento e por insubordinação.

O veredicto pode ser mais um golpe na campanha do Partido Republicano para eleições para a Casa Branca no próximo dia 4 de vovembro.

Código de Ética

Segundo a investigação do legislativo do Alasca, o problema familiar não foi o único motivo para a demissão de Monegan, mas contribuiu para ela.

A investigação concluiu que Palin violou o Código de Ética do Estado, que proíbe que funcionários públicos usem seu poder para benefícios pessoais.

"Conclui-se que a governadora Sarah Palin abusou de seu poder violando o Código de Ética do Executivo", afirma o investigador Steve Branchflower no relatório.

O advogado da governadora, Thomas Van Flein, afirmou que o relatório não foi conclusivo. "Para ter violado a ética, teria de haver algum ganho pessoal, o que não foi identificado no relatório" disse.

As investigações começaram antes que McCain escolhesse Palin como vice em sua chapa.

Na quinta-feira, a Suprema Corte do Estado rejeitou uma tentativa de políticos republicanos de suspender o inquérito. Eles afirmavam que a investigação havia sido motivada por disputas políticas.

Depois da divulgação do relatório, a campanha de McCain divulgou uma nota afirmando que a investigação mostra que Palin agiu " de modo próprio e dentro da lei"

Investigação

A Assembléia Legislativa do Estado do Alasca contratou um ex-promotor para investigar o caso.

Entre as testemunhas no inquérito estavam vários funcionários ligados ao escritório da governadora, assim como o marido dela, Todd, mas não a própria Palin.

Sarah e Todd alegam que o policial Mike Wooton ameaçou integrantes da família Palin.

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