Violência aumenta no Oriente Médio após série de atentados em região israelense que faz fronteira com Egito

Palestinos lançaram foguetes contra Israel nesta sexta-feira, em resposta aos ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza. A força aérea de Israel deu início aos bombardeios na quinta-feira, horas depois de uma série de ataques em região do país que faz fronteira com o Egito.

De acordo com militares israelenses, militantes palestinos lançaram pelo menos dez foguetes contra Israel a partir de Gaza. Um deles foi interceptado e outro atingiu um local próximo a uma sinagoga em Ashdod e deixou seis feridos.

O porta-voz do Exército de Israel, general Yoav Mordechai, afirmou que é “muito cedo” para falar em "escala de violência iminente". “Mas se percebermos que os palestinos estão escolhendo esse caminho, não vamos hesitar para expandir o escopo de nossas ações, respondendo com força”, disse.

Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelos ataques de quinta-feira, que mataram oito israelenses, sendo seis civis. Israel acusou a organização Comitês de Resistência Popular de estar por trás dos ataques, cujo líder teria sido morto em um dos bombardeios.

Um porta-voz do grupo não confirmou nem negou envolvimento, mas garantiu que a morte do líder e de outros quatro palestinos serão vingadas. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, negou qualquer envolvimento com a série de ataques e disse que os bombardeios israelenses mataram uma criança de 3 anos e um adolescente de 13.

A série de ataques de quinta-feira também provocou tensões entre Israel e Egito, já que o governo israelense afirmou que os agressores tinham entrado em seu território pela península egípcia do Sinai.

Israel acusou o Egito de ter perdido o controle da região após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, no início do ano. De acordo com autoridades do Egito, cinco guardas de segurança egípcio foram mortos a tiros durante a operação montada por Israel na península do Sinai para encontrar os autores dos ataques.

Com AP e Reuters

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