O porta-voz da presidência palestina, Mohamed Edwan, afirmou nesta quarta-feira que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que atualmente é ocupado pelo sul-coreano Ban Ki-moon.

Durante a visita do presidente Lula a Ramallah, na Cisjordânia, o porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse à BBC Brasil que "vemos o presidente Lula como nosso irmão".

AFP
Lula com um lenço Keffiyeh ao lado de sua mulher, Marisa, em Ramallah

Lula com lenço Keffiyeh ao lado de sua mulher, Marisa, em Ramallah

"Achamos que ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável", disse Edwan.

"O próprio presidente Abbas também pensa assim", acrescentou o porta-voz.

Durante a inauguração da Rua Brasil em Ramallah , os palestinos presentes aplaudiram de pé o presidente brasileiro e gritaram "Viva Lula!".

Para o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, que falou ao lado de Lula, "muitos dos que aplaudiram não entendem português, mas o presidente Lula fala uma língua universal, que todos entendem".

Sugestão

O palestino brasileiro Jamil Abu Fara, de 26 anos e habitante da cidade de Hebron, estava na cerimônia e levantava um cartaz com os dizeres: "O Brasil está em nossos corações."

Abu Fara é um dos 5 mil palestinos de cidadania brasileira que moram na Cisjordânia.

De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, também presente no evento, o número de palestinos moradores do Brasil é de cerca de 50 mil.

Para o embaixador, os palestinos brasileiros "podem ser uma ponte para estreitar os laços entre o povo brasileiro e o povo palestino".

O embaixador afirmou também concordar com o desejo do porta-voz da presidência palestina de que Lula se torne secretário-geral da ONU.

"O presidente Lula demonstrou ser um estadista muito importante, de estatura internacional", afirmou.

Questionado sobre a proposta dos palestinos, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que "não é a primeira vez que ouço essa sugestão, (o presidente francês Nicolas) Sarkozy já havia sugerido isso no passado".

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