Palestinos processam construtoras canadenses por construir na Cisjordânia

Toronto (Canadá), 22 jun (EFE).- A localidade palestina de Bilin, na Cisjordânia, apresentou hoje um processo em Québec contra duas companhias canadenses acusadas de colaborar com o Governo israelense na ocupação dos territórios palestinos.

EFE |

Segundo a emissora de TV pública canadense "CBC", advogados em representação de Bil'in (com uma população de 1.700 habitantes) enviaram o caso a um juiz do Supremo Tribunal de Québec contra as construtoras Green Mount International e Green Park International.

A duas empresas construíram edifícios de apartamentos israelenses em território ocupado.

A Convenção de Genebra proíbe que um país transfira sua população a territórios ocupados, uma prática comum de Israel, que construiu dezenas de assentamentos em grandes partes da Cisjordânia.

Os advogados de Bil'in pedem US$ 2 milhões às duas companhias canadenses, amparando-se na Lei de Crimes Contra a Humanidade e Crimes de Guerra do Canadá.

A "CBC" disse que as duas companhias são empresas de fachada de outra organização com sede no Panamá, que por sua vez parece operar para cobrir uma sociedade israelense que é a maior exportadora de diamantes do Congo.

Mark Arnold, um dos advogados canadenses que representa Bil'in, disse à emissora canadense "CTV" que "a alegação é que (as duas companhias) violaram as leis canadenses que regem a conduta dos canadenses, sem importar onde esta ocorra".

Os advogados da Green Mount International e da Green Park International solicitaram ao juiz que rejeite o caso por entender que os tribunais canadenses não têm jurisdição.

Três moradores de Bil'in foram ao Canadá para assistir à audiência do caso, que poderia criar um precedente no país e abrir a porta a outros processos. EFE jcr/mh

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