Palestinos pedem pressão internacional sobre governo de Netanyahu

Poucas horas depois que o novo premiê de Israel, Byniamin Netanyahu, tomou posse, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que a comunidade internacional exerça pressão sobre o novo governo israelense, para que aceite a solução de dois Estados. Abbas afirmou nesta quarta-feira que Binyamin Netanyahu não concorda com a solução de dois Estados, não aceita os acordos já assinados e não está disposto a interromper a politica de colonização.

BBC Brasil |

De acordo com Abbas, os palestinos devem pedir à comunidade internacional, "que cumpra sua função e pressione Netanyahu".

Em seu discurso de posse no Parlamento de Israel, o novo premiê afirmou que Israel "não quer dominar outro povo".

Netanyahu também disse que "no acordo definitivo os palestinos terão todos os meios para se autogovernar, exceto aqueles que possam ameaçar Israel".

Discurso
Para o porta-voz de Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rodeina, o discurso do novo premiê "não é animador".

"Netanyahu não mencionou em seu discurso que reconhece o direito dos palestinos a um Estado independente e não falou sobre a necessidade de congelar os assentamentos", afirmou Abu Rodeina.

O porta-voz palestino pediu que o governo americano exerça uma "forte" pressão sobre Netanyahu para que aceite o princípio de "terra em troca de paz".

"Quando dizemos terra nos referimos a todas as terras ocupadas por Israel em 1967, inclusive Jerusalém Oriental", disse Abu Rodeina.

O chefe da equipe de negociações palestina, Saeb Erekat, declarou que "em vez de um Estado Palestino viável, Netanyahu oferece aos palestinos nada mais que uma serie de cantões desconectados com uma autonomia limitada".

Para Erekat, em seu discurso, Netanyahu "perdeu a oportunidade de dar início a negociações significativas para pôr um fim ao conflito e demonstrar que é um verdadeiro parceiro para a paz".

Em seu discurso de posse, o novo premiê israelense se dirigiu aos líderes palestinos e disse "se vocês realmente querem, a paz é possível" e prometeu agir "com um espirito positivo e intenções sinceras de pôr um fim ao conflito".

Mas, segundo Saeb Erekat, no discurso, Netanyahu ofereceu aos palestinos "apenas mais 'processo' (processo de paz), sem uma meta claramente definida".

"Netanyahu só fez promessas vagas de continuar as negociações", afirmou Erekat.

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