Palestinos pedem para tribunal internacional investigar Israel

Por Reed Stevenson HAIA (Reuters) - O ministro palestino do Exterior pediu nesta sexta-feira ao promotor do Tribunal Internacional Criminal (ICC, na sigla em inglês) que inicie uma investigação para averiguar se Israel cometeu crimes de guerra durante a ofensiva em Gaza.

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Riyad al-Maliki disse a repórteres após encontro com o promotor Luis Moreno-Ocampo que estava confiante que a corte agiria após avaliar o pedido da autoridade palestina.

"Hoje nós viemos entregar ao promotor uma série de documentos que mostram que a Palestina, como Estado, tem o direito de apresentar seu caso para a corte", disse Maliki.

"Nós viemos pedir Justiça e uma investigação sobre os crimes cometidos pelos israelenses e pelo Exército de Israel recentemente em Gaza", disse ele. "Nós esperamos que a procuradoria aja".

O Exército israelense promoveu uma guerra por três semanas em Gaza contra militantes do Hamas, no final do ano passado, mas autoridades de Israel negam acusações de crimes de guerra que surgiram após o conflito.

Na semana passada, o gabinete de Moreno-Campo disse que iniciou "análises preliminares" para estabelecer se Israel cometeu crimes de guerra, após receber 210 denúncias de indivíduos e organizações não-governamentais sobre os combates em Gaza.

O promotor disse que análises preliminares não significam necessariamente que a investigação será iniciada.

O ICC pode investigar supostos crimes de guerra no território de um país integrante se o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) --no qual os Estados Unidos têm poder de veto-- denunciar o caso à corte ou se um país não-integrante aceitar, voluntariamente, a autoridade da corte.

Israel e os EUA não estão entre os 108 países que assinaram o Estatuto de Roma que criou o tribunal, mas isso não impede que o ICC inicie uma investigação.

A Autoridade Palestina reconheceu a autoridade do ICC, em uma decisão que permite investigações de supostos crimes nos territórios palestinos.

Maliki, que também se reuniu com o ministro do Exterior holandês Maxime Verhagen, disse nesta sexta-feira concordar com o promotor do ICC em manter contato e "fornecê-lo com todas as informações necessárias para se construir o processo".

Cerca de 1.300 palestinos, dos quais ao menos 700 civis, morreram durante a ofensiva israelense em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas. Israel diz que dez soldados e três civis morreram durante o conflito.

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