Israel rejeita plano do Hamas para trégua em Gaza http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/25/medicos_sem_fronteiras_reduzem_atividades_em_gaza_por_falta_de_combustivel_1286857.htmlOrganização reduz atividades em Gaza por falta de combustível " / Israel rejeita plano do Hamas para trégua em Gaza http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/25/medicos_sem_fronteiras_reduzem_atividades_em_gaza_por_falta_de_combustivel_1286857.htmlOrganização reduz atividades em Gaza por falta de combustível " /

Palestinos pedem fim do bloqueio israelense em Gaza

GAZA - Milhares de palestinos, em sua maioria simpatizantes do movimento islâmico Hamas, pediram hoje o fim do bloqueio israelense à Faixa de Gaza em uma manifestação convocada de norte a sul da região. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/25/israel_rejeita_plano_do_hamas_para_tregua_em_gaza_1286305.htmlIsrael rejeita plano do Hamas para trégua em Gaza http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/25/medicos_sem_fronteiras_reduzem_atividades_em_gaza_por_falta_de_combustivel_1286857.htmlOrganização reduz atividades em Gaza por falta de combustível

EFE |

dsd
Palestinos protestam em fronteira com Egito
Carregando bandeiras palestinas e do Hamas, os manifestantes se dirigiram para a passagem de Erez, na fronteira com Israel, no norte, e para Rafah, no limite com o Egito, no sul, para protestar contra dez meses de cerco israelense que prejudicaram a economia da Faixa.

Os participantes cantaram músicas contra Israel e contra o bloqueio, iniciado em junho de 2007, quando o Hamas expulsou da Faixa as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do movimento nacionalista Fatah, Mahmoud Abbas, em seis dias de confrontos.

Os organizadores impediram que os manifestantes se aproximassem da passagem de Erez, para evitar que fossem atacados pelo Exército israelense.

As autoridades egípcias, por sua parte, reforçaram a segurança na fronteira para impedir que a cerca fronteiriça seja derrubada de novo, como ocorreu em janeiro, quando milhares de habitantes de Gaza cruzaram o Egito para comprar comida, combustível, tabaco e outros bens que faltavam na Faixa por causa do bloqueio israelense.

O protesto percorreu a estrada Saladino, que une a faixa de norte a sul, um dia após a Agência da ONU para o Auxílio aos Refugiados Palestinos (UNRWA) anunciar a suspensão da ajuda humanitária a mais da metade da população de Gaza devido à falta de gasolina causada pelo cerco israelense.

Boicote de Israel

O Executivo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aprovou em outubro a redução parcial do envio de gasolina e de eletricidade, após declarar a faixa "território inimigo".

Israel enrijeceu ainda mais as medidas no último dia 9, por causa do assassinato, por milicianos palestinos, de dois operários na passagem de Nahal Oz, a via de entrada do combustível israelense em Gaza.

Há dois dias, após as advertências de que a única central elétrica de Gaza deixaria de operar por falta de combustível, Israel aprovou o envio de um milhão de litros de combustível que permitirão o funcionamento do local por pelo menos três dias.

O escritório militar de coordenação da passagem de Erez acusou o Hamas, em comunicado emitido quinta-feira à noite, de ter impedido a chegada de combustível para forçar uma crise e se fazer de vítima perante a comunidade internacional.

Tentativas do Hamas

Essa não é a primeira iniciativa do Hamas para pressionar Israel e a opinião pública mundial a levantar o cerco, embora demonstre mais uma vez as dificuldades do movimento islamita para reunir pessoas que defendam esta causa.

Na quinta-feira, ao anunciar a convocação, um porta-voz do Hamas, Ashraf Abu Daia, previu um "barulho ensurdecedor causado pelos passos de Gaza" protagonizados por "uma multidão enfurecida" que, no final, acabou sendo apenas poucos milhares de manifestantes.

Algo similar ocorreu em fevereiro passado, quando o Hamas pediu a formação da "maior corrente humana da história como desafio à ocupação e ao bloqueio" e só conseguiu reunir algumas milhares de pessoas que chegaram em ônibus escolares e veículos particulares.

Gaza recorreu também a formas menos ortodoxas para denunciar o cerco israelense, como a marcha de 30 ovelhas, 16 camêlos e dez burros que percorreu no início de março as ruas da capital da Faixa até os escritórios da ONU.

Três semanas depois, o Comitê Popular para Romper o Cerco a Gaza - um grupo popular e não partidário criado em outubro passado - apresentou um "cemitério de empresas" em pleno centro da Cidade de Gaza.

Mais de 97% das empresas de Gaza, ou seja, 3.900 companhias, fecharam desde junho, pois Israel só permite a entrada em Gaza de cinco tipos de produtos básicos e proíbe qualquer exportação a partir da Faixa, segundo o fundador e diretor do Comitê, o deputado independente Jamal al-Khudary.

Esta situação levou 140 mil habitantes de Gaza ao desemprego e causou a perda de US$ 150 milhões aos empresários, acrescenta Khudary.

Por enquanto, no entanto, nenhuma destas iniciativas dissuadiu Israel a levantar o cerco, algo que o Hamas espera obter com sua proposta de cessar-fogo temporário com o Estado judeu apresentada esta semana aos mediadores egípcios.

As diversas facções palestinas se reunirão na próxima semana no Cairo para decidir se aprovam a trégua com Israel, que começaria em Gaza e se estenderia após seis meses à Cisjordânia, controlada pelo Fatah, segundo um de seus negociadores, o dirigente do Hamas Mahmoud Zahar.

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