Milhares saem às ruas de cidades da Cisjordânia para apoiar pedido de reconhecimento do Estado palestino pela ONU

Palestinos acenando bandeiras lotaram as praças de algumas das principais cidades da Cisjordânia nesta quarta-feira para apoiar o pedido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pelo reconhecimento de seu Estado na Organização das Nações Unidas (ONU).

Palestinos participam de manifestação a favor da adesão de seu Estado à ONU em Belém, na Cisjordânia
AP
Palestinos participam de manifestação a favor da adesão de seu Estado à ONU em Belém, na Cisjordânia

"Estamos pedindo o mais básico dos direitos, um Estado como todas as outras nações", disse Sabrina Hussein, de 50 anos, que segurava a bandeira nacional palestina com as cores verde, vermelho, preto e branco, em uma manifestação em Ramallah.

A Autoridade Palestina, que exerce auto-governança limitada na Cisjordânia ocupada por Israel sob acordos interinos feitos em 1990, deu a crianças e funcionários públicos um dia de feriado para participar de eventos em Ramallah, Belém, Nablus e Hebron.

Uma grande cadeira azul, simbolizando o assento na ONU, e bandeiras palestinas gigantes nos prédios criaram o pano de fundo para a manifestação em Ramallah, onde algumas milhares de pessoas se reuniram.

Os principais locais para manifestações estavam distantes dos postos de controle militares de Israel, nos arredores da cidade e as manifestações eram pacíficas, algo prometido pelos líderes palestinos.

Ainda nesta quarta-feira em Nova York, o presidente norte-americano, Barack Obama, deve se reunir com Abbas para pedir que ele desista dos planos de pedir o reconhecimento do Conselho de Segurança como um Estado palestino. Washington afirma que a condição de Estado deve ser atingida por meio de negociações de paz.

Abbas já disse que apresentará ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, um pedido pela condição de membro na sexta-feira. A medida requer a aprovação do Conselho de Segurança e os EUA, um dos cinco membros permanentes com poder de veto, afirma que bloqueará a aprovação .

Os diálogos de paz mediados pelos EUA fracassaram um ano atrás quando o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, se recusou a estender uma moratória de 10 meses para a construção de assentamentos judaicos nas áreas que os palestinos querem incluir em seu Estado.

Netanyahu disse que o pedido palestino para suspender a construção de residências era uma pré-condição inaceitável e pediu para que Abbas retornasse às negociações.

O líder israelense deve se reunir com Obama, com quem tem um relacionamento desgastado, ainda nesta quarta-feira nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.

Os palestinos esperam criar um Estado na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, territórios capturados na guerra árabe-israelense em 1967.

Com Reuters

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