Palestinos invadem escritório da "Al Jazeera" na Cisjordânia

Manifestantes protesto ao vazamento de documentos secretos sobre as concessões propostas pela OLP

EFE |

Um grupo de palestinos invadiu nesta segunda-feira o escritório da rede de televisão árabe "Al Jazeera" na cidade de Ramala, na Cisjordânia, em protesto ao vazamento de documentos secretos sobre as concessões propostas pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) a Israel durante a negociação de paz entre as duas partes.

A própria "Al Jazeera", com sede central no Catar, divulgou imagens de uma multidão enfurecida que se amontoava perante as portas do escritório e de choques entre os invasores e os funcionários da emissora de televisão.

Em sua conta no microblog Twitter, o correspondente da emissora Alan Fisher escreveu que ninguém ficou ferido antes de a Polícia palestina chegar ao local. A rede de televisão cifrou em aproximadamente 50 o número de manifestantes, que pouco antes tinham se concentrado no centro de Ramala, e alguns poucos os que se dirigiram às portas da sede da TV na considerada capital administrativa da Cisjordânia.

A Prefeitura de Ramala pediu aos transeuntes que não se concentrem nas imediações do edifício que abriga o escritório da rede de televisão, informa a imprensa local. O incidente ocorre depois de a cadeia revelar documentos da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e do Departamento de Negociações da OLP, com ofertas generosas a Israel em questões fundamentais do conflito do Oriente Médio, como refugiados, Jerusalém e status dos lugares santos.

O chefe negociador palestino, Saeb Erekat, declarou à emissora de rádio "Voz da Palestina" que os documentos, que divulgam concessões "sem precedentes" da OLP, "não são fiéis à realidade", e não comentou a veracidade das afirmações dos documentos. Por sua vez, Yasser Abed Rabbo, membro do Comitê Executivo da OLP e assessor do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, qualificou o vazamento de "campanha organizada para distorcer a posição da liderança palestina com relação à paz com Israel".

Rabbo opinou em entrevista coletiva que a "Al Jazeera" incita à discórdia na região e censura. O Governo dos Estados Unidos está estudando a "veracidade" dos documentos revelados pela "Al Jazeera", indicou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley. "Os Estados Unidos estão revisando os supostos documentos palestinos revelados pela "Al Jazeera". Não podemos confirmar sua veracidade", declarou o porta-voz.

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