Por Haitham Haddadin NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - As autoridades palestinas enfrentam um déficit orçamentário de 400 milhões de dólares neste ano, apesar do aumento da ajuda internacional nos últimos meses, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg.

"Notamos que tem havido um aumento no financiamento que chega aos palestinos, isso é um lado positivo", disse Stoltenberg a jornalistas na Organização das Nações Unidas (ONU). "Mas, pelo lado negativo, ainda há uma escassez de 400 milhões de dólares no orçamento palestino que precisa ser resolvido", acrescentou o premiê, que dirige um comitê especial que monitora a ajuda dada aos palestinos.

Ele afirmou que a ajuda internacional cresceu depois de uma reunião de doadores internacionais em junho em Oslo.

As doações prometidas nos últimos dois anos são uma demonstração de apoio dos países doadores ao presidente Mahmoud Abbas em sua disputa de poder com o grupo islâmico Hamas, vencedor das eleições palestinas de 2006.

Para suprir o déficit nas doações, a Autoridade Palestina, de Abbas tem sido obrigada a contrair empréstimos junto a bancos privados.

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, hoje enviado especial da comunidade internacional para o Oriente Médio, pediu a Israel que atenue o bloqueio à Faixa de Gaza e permita a entrada de verbas para fins legítimos, o que, segundo ele, poderia ajudar na retomada do processo de paz.

Em contrapartida, o Hamas deveria libertar o soldado Gilad Shalit, capturado pelo grupo islâmico em 2006, disse Blair.

"Temos tido um sucesso limitado em conseguir que o dinheiro entre de tempos em tempos", disse Blair em entrevista coletiva na ONU. "É incrivelmente importante para os negócios legítimos em Gaza que tenhamos a entrada de dinheiro (...) e de materiais para começar a (re)construir Gaza. Isso permite que negócios legítimos sejam feitos por empresários legítimos e por pessoas comuns em Gaza."

Israel proíbe a entrada de cimento e vigas de aço na Faixa de Gaza, alegando que o Hamas pode usar esses materiais para construir fortificações. Milhares de edifícios da região foram destruídos durante a ofensiva militar israelense de dezembro e janeiro últimos, realizada sob o argumento de impedir que militantes islâmicos lançassem foguetes e morteiros contra cidades de Israel.

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