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Jerusalém - As milícias palestinas na Faixa de Gaza lançaram hoje duas novas bombas contra Israel, que mantém fechadas as passagens fronteiriças com o território, no que representa mais duas violações da frágil trégua iniciada há nove dias.

Os projéteis caíram em zonas desabitadas do deserto do Neguev, no sul de Israel, sem deixar vítimas nem danos materiais, informou o Exército israelense.

Nesta quinta-feira, as Brigadas de Mártires de Al-Aqsa - braço armado do Fatah - dispararam dois foguetes Qassam sobre solo israelense, o que levou a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, a pedir uma "resposta militar imediata" a cada ruptura palestina do cessar-fogo.

Embora continue em vigor, a trégua entre Israel e as milícias da Faixa de Gaza foi descumprida por ambas as partes em várias ocasiões desde segunda-feira.

Acordo

Em virtude do acordo, alcançado com mediação do Egito em 19 de junho, as milícias palestinas têm que parar de lançar foguetes Qassam e bombas contra Israel, que deve, por sua vez, suspender suas operações militares no território e suspender progressivamente o bloqueio a Gaza.

Uma fonte das Nações Unidas citada hoje pelo jornal "Yedioth Ahronoth" contabilizava sete violações israelenses e uma palestina em uma semana, sem contar os quatro projéteis lançados desde então pelas milícias da Faixa de Gaza.

Os palestinos dispararam no total oito Qassam ou bombas desde segunda-feira, e nenhum dos ataques foi reivindicado pela facção armada do Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza há um ano e induziu o fim das hostilidades.

Desde o primeiro destes ataques, na segunda-feira, Israel mantém fechadas as passagens fronteiriças com Gaza.

Em vez de, como geralmente fazia, responder com bombardeios aéreos ao lançamento de foguetes, Israel optou agora por reagir aos foguetes com a restauração do bloqueio sobre a Faixa de Gaza, o que também representa uma violação dos termos da trégua.

Hoje, será reaberta apenas a passagem de Nahal Oz, para que chegue a Gaza combustível para a única central elétrica do território, que há meses funciona em capacidade mínima.

Entrará apenas a quantidade estipulada pela Corte Suprema israelense para evitar uma crise humanitária.

Pela parte israelense, segundo a fonte da ONU, a maioria de descumprimentos da trégua foi de disparos contra agricultores palestinos que cultivam terras perto da cerca que separa os dois territórios e contra pescadores, pois a Marinha israelense controla o espaço marítimo de Gaza.

A Jihad Islâmica, que contabiliza quinze violações israelenses à trégua, relaciona também sobrevôos de F-16 e de aviões não-pilotados.