Palestinos dizem que hackers atacaram seus serviços de internet

Ministro das Telecomunicações, Mashour Abu Daqqa, afirmou que 'governo estrangeiro' estaria por trás do ataque

iG São Paulo |

O ministro das Telecomunicações palestino afirmou que hackers atacaram serviços de telefonia e internet na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e acusou um governo estrangeiro de estar por trás da interferência. "Todos os endereços IP palestinos foram expostos a um ataque concentrado e organizado do exterior", afirmou Mashour Abu Daqqa à Reuters. "Acho que isso é organizado por um Estado. Essa é a minha predição", afirmou ele.

Leia também: Israel adota sanções após admissão palestina na Unesco

Abu Daqqa contou que técnicos da empresa de telecomunicações Paltel, provedora de serviços de internet, estão trabalhando para resolver o problema, que também impede que os usuários visitem sites estrangeiros. Eles identificaram servidores falsos por trás da interrupção, acrescentou.

"Está entre lento e totalmente parado", afirmou Ghassan Khatib, porta-voz da Administração Palestina, em Ramallah.

Em outra declaração à agência de notícias palestina Wafa, Abu Daqqa afirmou que o ataque poderia estar relacionado à admissão dos palestinos na Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco) na segunda-feira. Após a votação, na qual 107 países foram favoráveis ao pedido, Israel retaliou a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Entre as medidas, o governo israelense ordenou a aceleração das construções em Jerusalém Oriental, que é reivindicada pelos palestinos para seu futuro Estado, e em colônias vizinhas na Cisjordânia, além de cortar provisoriamente a transferência de recursos à ANP.

Os EUA também se opuseram à moção e na anunciaram um corte no envio de fundos à Unesco . Ao justificar a decisão de Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que a votação da segunda-feira ativa uma legislação dos anos 1990 que obriga um corte completo de financiamento americano a qualquer agência da ONU que aceite os palestinos como membro pleno antes de que seja alcançado um acordo de paz israelo-palestino.

A Unesco depende dos EUA para 22% de seu orçamento - ou cerca de US$ 70 milhões.

Apesar das retaliações, a avaliação dos dirigentes palestinos é de que a vitória na Unesco abre portas para o reconhecimento em outras agências - o que os dirigentes consideram um passo adiante na tentativa de ter o Estado palestino reconhecido pela ONU .

Israel e EUA se opõem também à essa tentativa, com Obama já tendo anunciado que vetará a medida no Conselho de Segurança da ONU .

Tensão em Gaza

Também nesta terça-feira, Israel autorizou seu comando militar a tomar todos os passos necessários para parar o disparo de foguetes de Gaza, incluindo um operação terrestre, enquanto o Egito tenta trabalhar em uma trégua afirmando que Israel concordou em protelar o uso de mais força.

AP
Mulheres choram durante enterro de palestino morto em ataques de Israel na Faixa de Gaza

A decisão do governo israelense eximiu-se de ordenar o envio de tanques ao território, e parece improvável que isso aconteça considerando que o disparo de foguetes quase parou no último dia. De acordo com a Associated Press, o governo autorizou o Exército a agir de acordo com a severidade dos ataques palestinos, o que indica que uma ação terrestre só seria ordenada depois de uma grande ataque com foguetes.

O embaixador do Egito para a ANP disse ter obtido uma promessa israelense de contenção enquanto houver esforços para persuadir os militantes palestinos a parar de lançar foguetes.

Com Reuters

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