Palestinos defendem Governo fruto de acordos da ANP, diz pesquisa

Ramala, 1 abr (EFE).- A maioria dos palestinos quer que qualquer Governo estabelecido no futuro respeite os acordos assinados no passado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), conforme revelam os dados de uma pesquisa divulgada hoje.

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No total, 63% dos 900 palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza consultados desejam que o Governo seja fruto dos acordos assinados pela ANP, enquanto 37% creem que não devem ser vinculativos ao próximo Executivo.

A pesquisa foi realizada pela empresa de consultoria Near East Consulting Company, com sede em Ramala, na Cisjordânia, entre 28 e 30 de março, na véspera da retomada, hoje, das conversas no Cairo entre as facções palestinas.

O diálogo inter-palestino está dirigido a colocar fim às disputas protagonizadas principalmente pelo movimento nacionalista Fatah, que governa a Cisjordânia, e o islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e conseguir a formação de um Executivo de união nacional.

Até o momento, as conversas não prosperaram, em parte pela recusa do Hamas de aceitar um Governo que reconheça Israel e os acordos assinados pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Estado judeu.

A pesquisa mostra também que 73% dos palestinos consultados querem que se estabeleça um Governo de unidade, enquanto 8% creem que o Fatah deve assumir a maioria das pastas, e 3% acreditam que deve ser dominado pelo Hamas.

No entanto, 56% dos palestinos acreditam que as negociações atuais entre as duas facções rivais levarão à reconciliação.

Além disso, uma notável maioria de 70% culpa tanto o Hamas como o Fatah de qualquer fracasso que ocorresse, enquanto 20% só acusam os islâmicos, e 10% responsabilizam o movimento nacionalista, liderado pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas. EFE db/db

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