Palestinos de Jerusalém fazem greve em protesto contra eleições municipais

Jerusalém, 11 nov (EFE).- Os comerciantes de Jerusalém Oriental declararam um dia de paralisação em protesto pelas eleições municipais realizadas hoje na cidade, que consideram ilegítimas, já que os manifestantes não reconhecem a autoridade israelense na região.

EFE |

Segundo a versão eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth", a Polícia municipal prendeu dois palestinos na região oriental da cidade suspeitos de terem intimidado vendedores para se unirem à manifestação.

Assim como todas as cidades de Israel, Jerusalém realiza eleições municipais, nas quais os palestinos da metade oriental, ocupada após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, são convocados a votar.

A população palestina, que com 250 mil pessoas representa cerca de 30% dos habitantes de Jerusalém, tradicionalmente não comparece às urnas porque exercer o direito ao voto significa um reconhecimento implícito da soberania israelense sobre toda a cidade, cuja parte oriental é reivindicada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu que os árabes de Jerusalém não votassem e denunciou que as eleições na cidade são "inaceitáveis e ilegais".

Apesar de o candidato a prefeito de Jerusalém Arkadi Gaydamak ter buscado o voto árabe prometendo melhores serviços públicos na parte oriental da cidade, espera-se que os palestinos mantenham o boicote que fizeram em outros pleitos e que apenas 5 mil árabes compareçam às urnas. EFE aca/wr/fal

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