Palestinos criticam declaração final da cúpula da União pelo Mediterrâneo

Paris, 15 jul (EFE) - O ministro de Assuntos Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad al-Maliki, manifestou hoje decepção com a declaração final da cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM) realizada no fim de semana passado em Paris.

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"Fomos submetidos a pressões extremamente fortes e nos disseram que seríamos considerados os responsáveis em caso de fracasso" da cúpula, destacou, em entrevista à rádio "RFI".

Segundo o ministro, o texto da declaração final foi modificado no último minuto com relação à minuta existente.

Na declaração final, o sétimo parágrafo da minuta foi substituído por um muito menor, que não faz referência às resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito israelense-palestino.

O trecho também não menciona a iniciativa de paz árabe de 2002, na qual os países árabes se comprometeram a reconhecer Israel em troca da devolução dos territórios ocupados em 1967.

A declaração se limitou a apoiar o processo de paz tal como foi mencionado na reunião ministerial de Lisboa e conforme o processo de Annapolis (EUA), de novembro.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francês, Eric Chevallier, disse hoje que "todo o mundo está convencido de que esta declaração não constitui, em nenhum caso, um retrocesso" a respeito dos avanços registrados no processo de paz entre israelenses e palestinos.

Chevallier lembrou que a declaração final "foi aprovada pelas autoridades palestinas no domingo à tarde", mas reconheceu que pode haver um "erro de compreensão" e talvez essas não tenham entendido que o parágrafo resumido substituía totalmente o que figurava na minuta.

Ele explicou que a mudança aconteceu porque houve "dois ou três elementos" sobre os quais não houve consenso, como uma referência a um Estado-nação judeu, pelo que, ao se tratar de um pacote, todo o texto foi suprimido.

A cúpula do fim de semana passado, à qual assistiram os líderes de 42 países europeus e árabes, lançou a UPM, um novo fórum de cooperação entre a União Européia (UE) e a bacia sul do Mediterrâneo. EFE ik/db

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