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Palestinos poderão exigir Estado binacional

O principal negociador palestino e ex-primeiro-ministro Ahmed Qorei afirmou no domingo que se as negociações para a criação de um Estado Palestino fracassarem, eles poderão exigir igualdade de direitos em um Estado binacional que seria estabelecido em toda a área que inclui Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Qorei, também conhecido como Abu Alá, afirmou que se Israel continuar rejeitando as propostas das fronteiras futuras do Estado Palestino, exigiremos um Estado para os dois povos.

BBC Brasil |

"Se não houver uma mudança na atitude dos israelenses, é possível que passemos a exigir uma solução binacional", disse Qorei.

Depois de se encontrar dezenas de vezes com a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, o negociador palestino expressou pessimismo em relação à probabilidade de que as partes possam chegar a um acordo que leve à solução de dois estados, conforme ficou estabelecido no Acordo de Oslo, em setembro de 1993.

"A solução de dois estados para dois povos só pode ser implementada se Israel se retirar inteiramente dos territórios ocupados", disse Qorei durante uma reunião do partido Fatah, em Ramallah.

"A liderança palestina trabalhou no sentido de construir um Estado independente nas fronteiras de 67 (territórios que Israel ocupou durante a guerra de 1967 - Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza)", mas se essa solução não for possível, exigiremos uma solução binacional", afirmou.

Problema demográfico
O governo israelense já deixou claro que não está disposto a abrir mão do caráter judaico do Estado de Israel, portanto a solução binacional seria totalmente rejeitada.

Lideranças israelenses, tanto dos partidos de direita, como de centro e centro-esquerda, também vêm manifestando uma preocupação com o "problema demográfico, que poderia colocar em dúvida o caráter judaico do país".

Hoje em dia o número de judeus-israelenses e de árabes-palestinos que vivem em Israel e territórios ocupados é quase o mesmo.

Dos 7,2 milhões de habitantes de Israel, 5,5 milhões são judeus-israelenses, 1,2 milhão árabes de origem palestina e cerca de 500 mil são imigrantes não judeus da ex-União Soviética e trabalhadores estrangeiros de diversas partes do mundo.

Na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza vivem cerca de 4 milhões de palestinos. Juntamente com os árabes-palestinos que são cidadãos de Israel, o número de palestinos chega a 5,2 milhões.

Segundo especialistas em crescimento demográfico, até o ano de 2020 o número de árabes-palestinos deverá superar o número de judeus-israelenses.

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