Palestinos acusam Israel de limpeza étnica em Jerusalém

A Autoridade Palestina acusou Israel de lançar campanha de limpeza étnica contra os palestinos de Jerusalém, depois das distribuições, nas últimas semanas, de dezenas de ordens de demolição de casas no setor árabe ocupado da cidade.

AFP |

"Assiste-se a uma escalada sem precedentes de ocupação por parte do governo (...) contra a presença palestina em Jerusalém, através da destruição de dezenas de casas e das intimações relativas a dezenas de outras", declarou à AFP Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

"Trata-se de campanha movida pela raiva, realizada pela municipalidade para judaizar a cidade e expulsar a população palestina. É uma campanha orquestrada de limpeza étnica", acrescentou.

A prefeitura israelense de Jerusalém expediu nas últimas semanas dezenas de ordens de demolição de casas, construídas segundo ela, sem autorização, nos bairros do setor árabe de Jerusalém, provocando a indignação da população palestina.

Israel concede permissões de construção a conta-gotas aos residentes árabes -uns 250.000- de Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu Estado.

Já o Estado hebreu considera Jerusalém, como sua capital "única e indivisível".

A ONU também destacou sua preocupação com as medidas contra a população palestina de Jerusalém.

"Estamos muito preocupados com as medidas israelenses em Jerusalém Oriental, incluindo as ameaças de novas expulsões e a destruição de casas em vários bairros palestinos da cidade", declarou à AFP Richard Miron, porta-voz do escritório de coordenação das Nações Unidas em Jerusalém.

"Exortamos Israel a responder favoravelmente aos apelos da comunidade internacional para pôr fim a essas medidas inaceitáveis", acrescentou.

na-ezz/sd

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