Ramala, 4 jan (EFE).- Um palestino morreu baleado pela polícia de Israel nas manifestações de hoje na Cisjordânia em protesto contra a invasão israelense a Gaza e das quais participaram milhares de pessoas, segundo testemunhas.

Ele foi baleado no sudeste de Kalkilia, ao se aproximar ao muro de separação que Israel constrói neste território palestino.

Em Ramala, cerca de 2 mil palestinos percorreram as ruas com cartazes que pediam uma união nacional palestina e o fim da operação do Exército israelense em Gaza, que em nove dias já causou quase 500 mortos e cerca de 2.500 feridos.

Entre os manifestantes, que pediram também a intervenção da comunidade internacional para deter Israel, se encontrava o ex-ministro e deputado independente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mustafa Barghouti.

Barghouti disse que a invasão israelense de Gaza, lançada ontem e na qual morreram cerca de 40 palestinos e um soldado israelense em menos de 24 horas, mostra "a verdadeira cara do Estado Judeu", sem, no entanto, mencionar aos ataques que o Hamas vinha fazendo a Israel desde antes do fim do cessar-fogo, em 19 de dezembro.

Também houve protestos, embora menores, no norte da Cisjordânia.

Em Nablus, cerca de 200 pessoas, sobretudo mulheres, exigiram à comunidade internacional que "quebre seu silêncio" e pressione a Israel.

Cerca de mil pessoas em Jenin e outras 200 em Tulkarem também protestaram.

No sul da Cisjordânia -território sob a autoridade do presidente Mahmoud Abbas- erca de mil manifestantes percorreram as ruas em Hebron com cantos de repulsa à operação israelense.

Em Belém, Beit Jala e Beit Sahur, cidades cisjordanianas a poucos quilômetros de Jerusalém, houve passeatas populares que partiram de distintas igrejas.

A catedral dos Dominicanos, na parte leste (árabe) de Jerusalém, abrigou uma cerimônia ecumênica na qual os máximos representantes das distintas igrejas exigiram o fim da ofensiva israelense em Gaza.

EFE fn-ap/jp

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