Palestino mata a machadadas menor israelense e fere outro

(atualiza com outros detalhes). Jerusalém, 2 abr (EFE).- Um adolescente israelense morreu e uma criança ficou gravemente ferida após serem atacados com um machado por um palestinos, no segundo dia de Governo de Benjamin Netanyahu.

EFE |

O adolescente, Shlomo Nativ, de 13 anos, segundo algumas fontes, e de 16, segundo outras, morreu ao ser atacado por um operário palestino que invadiu com um machado a pequena colônia de Bet Ayin, no bloco de assentamentos de Gush Katif, ao sudeste de Jerusalém.

"Após ser ferido, correu em direção a uma casa, entrou e foi para um dos quartos", contou Ronen Bashari, chefe da Magen David Adom, equivalente a Cruz Vermelha na colônia.

Yeruham Mandola, porta-voz desse serviço de emergência, informou que o adolescente morreu em decorrência de uma machadada na cabeça, e que uma criança de 7 anos ficou ferido e com traumatismo craniano.

O menor é filho de Ofer Gamliel, um colono judeu que cumpre, em Israel, uma pena de 15 anos de prisão por, em 2002, tentar explodir uma bomba junto a um colégio de meninas palestinas de Jerusalém Oriental.

Após atacar as vítimas, o agressor fugiu em direção a uma das aldeias palestinas vizinhas, onde, desde então, o Exército israelense faz uma operação para encontrá-lo.

Esta tarde, forças israelenses cercaram uma casa em uma aldeia no distrito de Belém, e uma fonte militar israelense na área afirmou ter "uma pista" de quem cometeu o ataque, e destacou que espera "detê-lo em breve".

Alguns veículos de comunicação locais informaram que o agressor palestino trabalhava na colônia, mas outros rejeitam essa possibilidade.

Dois grupos assumiram o ataque separadamente: as Brigadas de Jerusalém - braço armado da Jihad Islâmica - e as autoproclamadas Brigadas de Imad Mughniyah, o ex-comandante do Hisbolá que foi morto em Damasco no ano passado, em uma explosão atribuída aos serviços secretos de Israel.

Em nota enviada à agência Palestina Independente "Ma'an", as Brigadas afirmam que o atentado de hoje foi uma resposta aos "crimes cometidos contra os palestinos pela Ocupação", como se referem a Israel. EFE elb/db

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