Palestino joga escavadeira sobre carros num ataque em Jerusalém

Por Rebecca Harrison JERUSALÉM, Israel (Reuters) - Um palestino jogou uma escavadeira contra veículos de uma movimentada rua de Jerusalém, nesta terça-feira, e feriu 16 pessoas antes de ser morto a tiros.

Reuters |

A investida aconteceu antes de uma visita ao local pelo candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, e a poucos metros do hotel onde Obama deveria ficar hospedado. Esse foi o segundo incidente do tipo a ocorrer na parte judaica de Jerusalém (ocidental) nas últimas três semanas.

'O ataque de hoje com a escavadeira serve para lembrar o que os israelenses têm enfrentado diariamente, de forma corajosa e há tempo demais', afirmou Obama em uma entrevista coletiva realizada em Amã.

'Eu condeno veementemente esse ataque e sempre darei apoio a Israel quando se trata de confrontar o terrorismo e buscar a paz e a segurança duradouras.'

O candidato, que deveria voar para Israel ainda nesta terça, disse que 'seus pensamentos e orações voltam-se para todos os feridos e para todos os familiares deles.'

O ataque ocorreu enquanto o presidente israelense, Shimon Peres, recebia o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em sua residência oficial, a menos de 1 quilômetro de distância do local.

Autoridades de Israel disseram que o motorista era um palestino morador de uma área ocupada da Cisjordânia que o Estado judaico considerava ser parte de Jerusalém. Os moradores dessa área podem locomover-se livremente por toda a cidade e pelo restante de Israel.

'O motorista da escavadeira deixou o local de uma obra e atingiu dois carros', disse um porta-voz da polícia. 'Um civil que viu o que estava acontecendo atirou contra ele. A escavadeira continuou a avançar. Um policial de um posto de controle continuou a disparar e o terrorista foi morto.'

A máquina também atingiu um ônibus. Serviços de emergência disseram que ao menos 16 pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente. Depois do ataque, a polícia isolou a área onde estavam a escavadeira amarela e o corpo do motorista.

'Essa foi mais uma tentativa de assassinar pessoas inocentes em um absurdo ato de terrorismo', afirmou Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Ninguém assumiu a responsabilidade pela ação. O grupo islâmico Hamas, que controla atualmente a Faixa de Gaza, elogiou o ataque descrevendo-o como uma 'reação natural aos crimes cometidos pela ocupação israelense'.

Abbas, cuja facção Fatah perdeu o controle sobre a Faixa de Gaza um ano atrás em meio a um conflito com o Hamas, disse a repórteres 'condenar e rejeitar' o ataque e que tais incidentes 'ferem nossa reputação e a paz em geral.'

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