Jerusalém, 23 set (EFE).- A Polícia israelense identificou Kasem Mugrabi, um palestino de 19 anos que morava em Jerusalém, como o motorista de um carro que na segunda-feira à noite atropelou e feriu 19 pessoas, na maioria soldados israelenses, ao atacar uma unidade militar.

Mugrabi, que morreu devido aos tiros de um militar da unidade atacada, morava no bairro árabe de Al-Farouk, no nordeste de Jerusalém.

O porta-voz da Polícia de Jerusalém, Shmuel Ben-Ruby, disse hoje que as primeiras investigações indicam que Mugrabi cometeu o atropelamento múltiplo pelo fato de uma de suas primas ter rejeitado sua oferta de casamento, e não por motivos políticos.

A família do jovem defende que foi um simples acidente de trânsito, porque o jovem não tinha carteira de motorista, informou hoje a rádio pública israelense.

Além disso, o autor dos onze tiros que mataram o atacante, o tenente Elad Amar, contou hoje a esta emissora que o motorista apontou seu veículo contra seu grupo de soldados e então "acelerou fundo".

"Não vi o rosto, só o carro se aproximando. Atropelou-os, saíram pelos ares, alguns inclusive caíram no chão de cabeça", disse Amar, que atirou no palestino, apesar de que o veículo já estava preso contra um edifício, por medo de que atacasse mais pessoas. EFE ap-sar/an

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