Palestina morta em ataque a delegacia tinha nacionalidade israelense

Jerusalém, 4 abr (EFE).- A palestina morta hoje por agentes da Polícia de Fronteira de Israel ao abrir fogo contra uma delegacia no deserto do Neguev era de nacionalidade israelense e tinha apenas 16 anos.

EFE |

As informações foram divulgadas fontes policiais após a investigação do fato ocorrido hoje na entrada da delegacia, próxima à cidade de Arad, no sul de Israel.

A jovem foi identificada como Basma Awad Al-Nabari, menor de idade e membro da tribo beduína de Hura, próxima a Arad.

De acordo com a investigação, Awad entrou na delegacia e, ao ver que um vigilante bloqueava sua passagem, sacou uma pistola e fez vários disparos, segundo a edição eletrônica do jornal israelense "Yedioth Ahronoth".

Em seguida, um policial tentou convencê-la a se entregar.

Entretanto, como a jovem não o fez, os reforços que chegaram abriram fogo contra ela.

O chefe do conselho da aldeia de Hura, Mohamad Al-Nabari, assegurou ao jornal que este ataque não teve motivações nacionalistas e não está relacionado ao conflito palestino-israelense.

"Não sei o que aconteceu, mas se trata de uma jovem que fazia parte de um projeto escolar para alunos de destaque, que vem de uma família estável sem problemas e sem nenhum sentimento de frustração (em relação à sociedade israelense)", declarou.

Os beduínos são tribos árabes que residem no deserto e que, em Israel, estão concentrados na região do Neguev, onde frequentemente sofrem restrições de liberdade de movimento e têm suas terras desapropriadas.

A morte da jovem em Arad, cidade situada cerca de 100 quilômetros ao sul de Jerusalém, ocorre depois da de dois milicianos palestinos esta manhã na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, em um confronto armado com soldados israelenses.

Segundo fontes do Exército israelense, uma unidade da brigada de infantaria Golani detectou dois indivíduos que se aproximavam da cerca de segurança que separa os dois territórios e abriram fogo contra eles.

A unidade israelense, acrescentaram, entrou no território palestino e encontrou dois cadáveres, armas e uma bomba.

Fontes palestinas confirmaram que houve tiroteios na área e que duas pessoas morreram. EFE elb/bba

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