Grupo ativista israelense divulga fotos de abusos de soldados cometidos contra prisioneiros palestinos

Palestina Linda Baida mostra páginas do Alcorão queimadas, supostamente por soldados israelenses
AFP
Palestina Linda Baida mostra páginas do Alcorão queimadas, supostamente por soldados israelenses
Uma palestina acusou nesta segunda-feira o Exército israelense de queimar dois exemplares do Alcorão durante a prisão de seu marido na região de Jayuse, no norte da Cisjordânia.

Segundo Sahar Beida, de 40 anos, militares israelenses que realizaram a prisão de seu marido Ismail na noite de domingo queimaram dois exemplares do Alcorão após confiná-la em um quarto com sua filha. "Quando sai, vi nossos dois exemplares do Alcorão na entrada, queimados", acrescentou. "Pegaram os livros de nossa casa e os queimaram do lado de fora", disse.

Um fotógrafo da AFP viu os restos carbonizados dos livros sagrados em uma visita à casa da mulher. O  Exército israelense, no entanto, não comentou as acusações.

Para os muçulmanos, o Alcorão agrupa as revelações transmitidas por Deus ao profeta Maomé através do arcanjo Gabriel durante um período de 23 anos, até sua morte.

Fotografias

Também nesta segunda-feira, uma organização de Israel crítica ao Exército de seu país divulgou fotografias nas quais aparecem soldados israelenses posando com detidos palestinos ou cometendo atos de vandalismo em lares da Faixa de Gaza.

Entre as imagens, uma mostra um soldado apontando um rifle contra a cabeça de um palestino com o rosto coberto, enquanto em outra uma estrela de David foi rabiscada pela frase "em seguida voltaremos". Outras mostram militares com suas armas, uniformes e capacetes posando em lares palestinas em um tom aparentemente de deboche.

As fotografias, divulgadas pela ONG israelense Shovrim Shtiká, são as últimas imagens de uma série que foi divulgada nos últimos meses graças a redes sociais e suportes de vídeo pela internet e que mostram militares israelenses humilhando palestinos.

O grupo afirma que decidiu revelar as fotos para mostrar as aberrações cometidas pelos soldados para refutar os argumentos do Exército israelense de que este tipo de comportamento não é comum.

A divulgação das fotografias ocorre após a circulação de um vídeo no início do mês de um jovem militar de uniforme que dançava alegremente ao ritmo de música árabe ao redor de uma palestina que permanecia algemada, virada para a parede e com o rosto vendado. Antes disso, fotos da ex-soldado Eden Abergil, nas quais posava alegremente junto a palestinos detidos, algemados e com os olhos vendados, causaram polêmica depois de aparecerem no Facebook.

Ativistas decidiram revelar fotos para mostrar aberrações cometidas pelos soldados e refutar argumentos do Exército israelense
AFP
Ativistas decidiram revelar fotos para mostrar aberrações cometidas pelos soldados e refutar argumentos do Exército israelense
*Com EFE e AFP

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