Palavras de ministro da Cultura egípcio causam polêmica com Israel

Cairo, 25 mai (EFE).- O ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosni, está envolvido em uma polêmica por causa de suas recentes declarações que estaria disposto a queimar livros de Israel, se os encontrasse nas bibliotecas de seu Ministério.

EFE |

As declarações ocasionaram um protesto formal do embaixador de Israel no Cairo, Shalom Cohen, e uma campanha de várias organizações judias contra a candidatura do ministro a dirigir a Unesco, o que levou ele a se defender.

Em duas entrevistas concedidas hoje à imprensa egípcia, Hosni admite ter dito que "queimaria livros israelenses", em resposta a uma interpelação parlamentar do dia 10 de maio na qual um deputado dos Irmãos Muçulmanos afirmou que as bibliotecas do Ministério estavam cheias de livros israelenses.

Hosni sustentou que suas palavras "eram metafóricas" e que os protestos do embaixador israelense no Cairo se deviam a sua atitude de "rejeição à normalização cultural com Israel".

O responsável de Cultura egípcio se diz favorável à tradução de obras israelenses para conhecer melhor Israel, assim como Israel conhece o Egito. EFE hh-fjo/ma

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